A história da O.T.O. e das fraternidades que lhe estão ligadas é a história dos seus protagonistas, e começa com a de Karl Kellner (1851-1905) e Theodor Reuss (1855-1923). Reuss, um maçon anglo-germânico, considerado porhistoriadores e maçons como um burlão, importou a organização maçónica marginal de origem francesa, o "Antigo e Primitivo Rito de Memphis e Mizraim" (MM), de Inglaterra para a Alemanha em 1902. Por essa altura a organização Alemã não tinha ainda um nome definido, mas foi declarado que a sua fundação foi feita com a carta de autorização Cerneau de Harry J. Seymour em 21 de Julho de 1862.O homem que teve a ideia de um círculo privado que usaria magia sexual sob linhas Tântricas em 1865 foi o industrial Carl Kellner. Kellner não pertencia a ordem nenhuma, tinha apenas alguns amigos com os quais trabalhava em magia sexual e com quase toda a certeza, Kellner nem nunca ouviu e muito menos usou o termo "O.T.O.". Depois de Reuss entrar em cena, ele (Reuss) considerou que era boa ideia introduzir a magia sexual numa ordem e escolheu o rito de Memphis-Mizraim. Depois da morte de Kellner em 1905, Reuss inventou um novo termo para um grupo interno que trabalharia com esta orientação: a Ordem dos Templários do Oriente. Como resultado, a O.T.O., de Reuss era constituída por membros de MM, mas isto apenas no princípio (1*). Reuss e o seu auto proclamado herdeiro, Aleister Crowley (1975-1947), sempre consideraram a O.T.O, e MM ligadas. Por exemplo, os graus 90*-95* que eram equivalentes ao IX* da O.T.O. [isto é substanciado pelo documento "Synopse dos Graus" na sua cópia manuscrita do ritual do IV* da O.T.O. , facsimile em "How to make your own McO.T.O."].
As seguintes ordens e igrejas estiveram associadas com o fenómeno Ordo Templi Orientis antes da Segunda Guerra Mundial:
"Fraternitas Saturni" (FS). Foi estabelecida pelo livreiro Eugen Grosche (1888-1864) em 1926 na Alemanha. Esta foi a primeira ordem a ser fundada baseada na religião filosófica de Thelema, criada por Crowley ( a "Lei do Novo Eon").
"Fraternitas Rosicruciana Antiqua" (F.R.A.), foi criada pelo aventureiro Alemão Arnoldo Krumm-Heller (1879-1949) em 1927 na América do Sul,A "Order dos Illuminati" (OI); cuja afinidade com a O.T.O. foi estabelecida apenas no virar do século pelos seus re-fundadores, Theodor Reuss e o actor Leopold Engel (1858-1931).
A misteriosa Igreja Gnóstica Católica, a "Ecclesia Gnostica Catholica" (ECG), cujo contacto com a O.T.O, por um dos seus numerosos ramos é apenas digna de nota de 1908 a 1920.
Far-se-á ainda menção da "Pansophia" de Heinrich Traenker (1880- 1956), mas é omitida a ordem criada por Crowley, a "Astrum Argenteum" (A:.A:.). Traenker, livreiro de profissão, foi um personagem muito activo no desenvolvimento da Teosofia, antes de começar o seu próprio grupo. Reuss deu-lhe uma autorização de X* em 1921 e colaborou com este e com Spencer Lewis (A.M.O.R.C.) na continuação da O.T.O. depois de Reuss expulsar Crowley em 1921.
Introdução à história da Ordo Templi Orientis
Continua a ser duvidoso se Reuss construíu O.T.O. de uma forma próxima da ideia de Karl Kellner quando este morreu em 1905. Mas sob a autoridade de Reuss, o conceito da O.T.O. foi estruturado de uma forma definitiva em 10 graus, dos quais o VIII* e o IX*, divergindo das linhas maçónicas, praticava magia sexual. O X* representava o líder administrativo para cada país. A aparição controversa de Aleister Crowley em 1910-12 (neste último ano, foi-lhe dada uma autorização para a sua própria loja da O.T.O, mas limitada à Inglaterra e Irlanda) diferenciou, pelo menos os diferentes grupos da O.T.O.: a aceitação da "Lei de Thelema" nos rituais. Uma das questões principais que estão actualmente em disputa é qual dos diferentes grupos da O.T.O. é o genuíno. Os rituais de iniciação da O.T.O. reescritos por Crowley entre 1917 e 1942 NUNCA foram usados por Theodor Reuss. Todas as outras lojas da altura desenvolveram os seus próprios rituais. Existem razões para acreditar que mesmo Reuss não tencionava que a O.T.O. fosse um veículo de Thelema. [ver "Eine Leben fuer die Rose".]. Apesar disso, Crowley tinha escrito no seu diário "Proclamei-me OHO" (OHO = Outer Head of the Order = Cabeça Visível da Ordem = Líder mundial da O.T.O; autoridade que lhe seria concedida apenas por nomeação directa do seu antecessor ou por votação directa de todos os X*).
Na Alemanha, em 1922, Heinrich Traenker e o seu secretário Karl Germer, estabeleceram a "Pansophia", já definida em 1921 por Traenker e a sua mulher, mas agora financiada por Germer, um homem de negócios.
Reuss morreu em 1923 sem nomear o seu sucessor. Provavelmente pretendia que o seu herdeiro fosse o negociante suíço Hans Rudolph Hilfiker (1882-1955), que foi Grão Mestre da loja "Libertas et Fraternitas" fundada em 1917 em Zurique. Mas este verdadeiro maçon manteve-se isolado de outros grupos devido à má reputação de Crowley e Reuss. Como Crowley admitiu numa carta de 1924 para Heinrich Traenker, Reuss nunca o escolheu como seu sucessor. Reuss viu-se livre de Crowley em 1921 e fez ligações á organização de Spencer Lewis (AMORC) e à F.R.A. de Arnoldo Krumm-HellerEm 1926, depois de Crowley visitar Traenker e Germer, o secretário da Pansophia, Eugen Grosche, rompeu com o círculo interno da Pansophia e fundou a Fraternitas Saturni, alegadamente com cerca de 60 ex-membros da O.T.O.. A FS tornou-se a primeira ordem fundada sobre a Lei de Thelema. A O.T.O. dirigida por Traenker, que faz apenas tímidas referèncias a Thelema, ficou praticamente inactiva (2*).
Assim, a O.T.O. restante de Reuss em Monte Veritá e o seu ramo em Zurique ficou o único grupo da O.T.O. na Europa, se não no mundo, se exceptuarmos as tentativas Crowley de usar a sua ala da O.T.O. na América para obter dinheiro fácil e como um meio de publicar os seus escritosO padeiro suíço e ex-comunista Herman Joseph Metzger (1919-1990) foi iniciado em 1943 em Davos (Suíça) por Alice Sprengel (1871-1947) de Monte Veritá, e os seus feitos merecem um pouco mais de atenção.Não nos devemos esquecer que, depois da morte de Crowley em 1947, o seu sucessor conhecido na altura nos Estados Unidos, Karl Germer (1885-1962) não recrutou quaisquer membros, e a O.T.O. suíça, pode mesmo ser considerada a única O.T.O. activa no mundo. Para mais, Metzger foi capaz de provar que a sua O.T.O. era originária de um dos ramos de Reuss, um facto que lhe daria autoridade sobre toda e qualquer sucursal da O.T.O. proveniente de Crowley.
Comparações: O que é que aconteceu depois da Segunda Guerra Mundial?
A O.T.O. e a Fraternitas Saturni
Durante o seu exílio nos anos 30, Eugen Grosche trabalhou várias vezes com o grupo de Reuss que tinha resistido em Ticion (na parte da Suíça que fala Italiano). Metzger entrou em contacto com ele em 1950, e, em consequência disso, Grosche cedeu toda a sua autoridade sobre a FS fora da Alemanha a Metzger, que viajava muito pela Europa. Como posuía um visto para os territórios alemães ocupados pelos Aliados, Metzger serviu como um mensageiro conveniente para várias organizações. Viajou pela Ordem dos Illuminati, tomou conta da FS, e visitou vários Thelemitas na Europa, por exemplo Frederich Mellinger (1890-1970). Este último, chegou a ser o director activo do teatro expressionista alemão. Era um espiritualista e foi Secretário de Crowley em Inglaterra, agindo na Segunda Guerra mundial em benefício de Germer examinando todos os possíveis candidatos para a O.T.O. de Crowley na Europa.
Em 1951 a O.T.O. de Reuss, sob a direcção de Metzger, juntou-se com a de Crowley, gerida por Germer. Isto é substancido pelas assinaturas conjuntas de Mellinger e Crowley no documento de aceitação de Metzger (3*). Pouco depois Mellinger abandonaria todos os contactos com qualquer O.T.O. para trabalhar com os Teosofistas Alemães, e assim esteve desde 1960 até à sua morte em 1970.
Desiludido com Metzger, Grosche associou-se em 1950 com a Loja da O.T.O. de Crowley dirigida por Kenneth Grant em Inglaterra. Grant tinha sido nomeado Líder da Ordo Templi Orientis por Crowley em 1947. Os contactos de Grosche com Grant enfureceram Germer (o líder americano da O.T.O. de Crowley) de tal forma que Grant foi expulso [?!] em 1955 da O.T.O. maçónica de Crowley (4*). No entanto Grant e a sua O.T.O. "Tiphoniana", desse momento em diante, concederam graus da O.T.O. sem rituais de iniciação. Quando Grosche morreu em 1964, Metzger tentou, em vão, tomar conta da FS, vendo-se como a "loja mãe" de todas as organizações orientadas pela Lei de Thelema.
A O.T.O. e a Fraternitas Rosicruciana Antiqua (F.R.A.)
Arnoldo Krumm-Heller recebeu uma autorização de Reuss em 1908 e fundou a sua F.R.A. em 1927. A F.R.A. estava sobretudo activa na América Latina, mas tinha também ramificações em Espanha, Alemanha e Austria. Quando Krumm-Heller se encontrou com Crowley e Germer na Alemanha em 1930, alguns rituais tinham referências Thelemicas (5*). Krumm-Heller também se tornou um ("verdadeiro") Bispo Gnostico em 1939, mas após a sua morte em 1949 a F.R.A. dividiu-se em numerosos grupos. Em 1963, Metzger tentou, mais uma vez em vão, fazer com que esses grupos se submetessem à sua autoridade.Apesar disso, actualmente diversos grupos F.R.A. estão ligados ou a Metzger ou à O.T.O.A.
A O.T.O. e a Ordem dos Illuminati (OI)
No virar do século, Reuss e Leopold Engel tentaram, sem grande sucesso, fazer reviver a OI, fundada por Adam Weishaupt no século XVIII. Ainda assim, alguns grupos de Engel sobreviveram às duas guerras mundiais e aceitaram a presidência de Metzger em 1963. Metzger considerava a OI como uma base de trabalho para a sua compilação de ordens (O.T.O. e F.R.A) e rapidamente integrou a Ecclesia Gnostica Catholica nos altos graus da sua OI.
The O.T.O. and the Ecclesia Gnostica Catholica (EGC)
As Igrejas Gnósticas francesas, que também sofreram numerosas divisões, foi estabelecida em 1890 e tentou usar os mesmos moldes eclesiásticos de sucessão apostólica. Mas nem Reuss nem Crowley receberam qualquer sucessão válida. Reuss rentou fazer a Missa Gnóstica de Crowley a "religião oficial dos maçons" em 1920; Crowley usou apenas uma vez a sua qualidade de Líder da O.T.O. para fazer do Teósofo Inglês William Bernard Crow o líder da sua Igreja Gnóstica em 1944. Mas em nenhuma parte na constituição da O.T.O. se afirma que a Cabeça Visível da Ordem (OHO) deveria estar relacionada com a chefia de qualquer igreja.
Metzger recebeu uma consagração válida pois estava na linha de sucessão de Krumm-Heller, que tinha uma verdadeira sucessão apostólica.
Grady McMurtry (1818 -1985), estudante de Crowley, recebeu algumas cartas do seu mestre em 1946, enquanto McMurtry estava na Califórnia. Nestas cartas, Crowley dirigia-se a McMurtry como "Caliph", um termo nunca usado em qualquer contexto relacionado com a O.T.O., nem nos escritos de Reuss ou Crowley; era baseado meramente em "Calif" a abreviatura postal da Califórnia na altura. Mais de 20 anos após a morte de Crowley, McMurtry interpretou essa designação como designando-o OHO e patriarca da igreja de Crowley. A ECG deste "Califado" nunca recebeu qualquer linha de sucessão válida, quer eclesiástica quer da O.T.O.. Obviamente, este grupo da O.T.O. re-escreveu a constituição em 1987 após a morte de McMurtry. Desde então o "califado" designa-se de O.T.O. International.
A luta pela liderança
Depois da morte de Germer em 1962, houve 4 concorrentes para a liderança da O.T.O. de Crowley-Germer. De acordo com o testamento de Germer, a decisão final seria tomada pela sua viúva e Mellinger. A primeira escolha de Sascha Germer foi o brasileiro Marcelo Ramos Motta (1931-1987), da F.R.A.. Mas depois descobriu que, de facto, o favorito do seu marido era Metzger. Assim, em 1963 Metzger proclamou-se OHO e foi aceite por alguns membros americanos da O.T.O. de Crowley.
Foi apenas em 1969 que McMurtry começou a envidar esforços para ser o Líder da O.T.O. e reclamou para si os copyrights do Tarot de Crowley. Isto levantou a especial indignação de Motta que se sentiu excluído. Kenneth Grant, tal como Metzger, Motta e McMurtry, pode reclamar a autoridade de uma carta (ou nota no diário de Crowley) de um falecido líder da O.T.O., que implicaria que ele poderia ter sido escolhido para o alto cargo. Grant ascendeu ao lugar de OHO em 1970 com a ajuda do executor literário de Crowley, John Symonds.
Em 1969 houve uma ruptura com o grupo de Metzger e assim um outro grupo independente da O.T.O. emergiu na Alemanha com o seu próprio OHO.
No fim de Março de 1998 veio à luz um documento que prova que Crowley nomeou Grant como o OHO da sua O.T.O.
Descrição dos grupos
Fraternitas Saturni
Dentro desta fraternidade, a opinião vigente era a de que a influência do Novo Eon exigia a adaptação permanente dos ensinamentos de Crowley aos últimos desenvolvimentos. Desta forma os rituais de Saturno transformaram-se num mistura peculiar de magia medieval, astrologia com uma pitada de Thelema. Com o passar do tempo, e especialmente após a morte de Grosche em 1964, este facto provocou várias rupturas e, desde 1980 um grupo derivado, a Ordo Saturni, foi sendo mais e mais atraído para o esquema de Crowley. A magia sexual era outrora discutida livremente dentro da FS, mas não como o seu tema principal. A FS era suposto ter a sua própria Egrégora, que agora cederia os seus poderes à organização filiada, a Ordo Saturni. Alguns membros do ramo alemão do "Califado" também são membros desta ordem, portanto cedendo as suas energias de magia sexual para essa Egrégora (6*)
Pansophia
Em 1921, o Grande Mestre Alemão da O.T.O. de Reuss, Heirich Traenker, fundou uma organização chamada Pansophia que publicou escritos rosacruzes importantes bem como os primeiros trabalhos de Crowley. Krumm-Heller e Reuss usaram o termo "Pansophia" no seu papel de carta e nos selos. Quando Reuss morreu em 1923 sem nomear um sucessor, a constituição da O.T.O., exigia que os restantes membros do Décimo Grau deveriam eleger o próximo OHO. Havia apenas 8 X*, Dois deles, Traenker e o Grão Mestre Americano C.R.J. Stansfeld Jones (Frater Achad, 1886-1950, que também tinha uma autorização de Reuss), elegeram Crowley (também ele X*) como "Um Salvador do Mundo" (em vez de OHO) sobre os seus ramos da O.T.O. (?) em 1925. Ambos retiraram os seus votos rapidamente.
Os mistérios sexuais da Pansophia eram comunicados apenas por palavra de boca por Traenker (7*). Referências Thelemicas são encontradas apenas nos ensinamentos mais internos do grupo (8*). A Pansophia acabou com a morte de Traenker em 1956.
A O.T.O. de Metzger
Alguns dos primitivos rituais de Reuss de caracter marcadamente maçónico foram utilizados na Suíça até aos dias de hoje, apesar dos Suíços nunca terem tido rituais de Reuss além do Terceiro Grau; outras iniciações saltavam directamente para o grau IX* (9*) Após a morte de Germer em 1962, o que representava o desaparecimento da pessoa que tinha o controle da O.T.O. Thelemica, Metzger misturou a sua Ordem dos Illuminati com a O.T.O. de Crowley, que continuou assim activa até ao presente sob as linhas de Reuss. Na Suiça, até onde se sabe, o único ritual a ser realizado é a Missa Gnóstica de Crowley (mas esta é realizada regularmente desde os anos 50).Metzger propagou Thelema apenas para receber os favores de Germer. Desta forma Germer considerava Metzger como o seu sucessor conforme o escreveu numa carta e foi confirmado pela viúva de Germer (10*).Metzger renunciou a qualquer tipo de magia sexual. Apesar de ter morrido em 1990 e os critérios de entrada serem muito severos (em contraste com a brandura do "Califado"). Esta O.T.O., geralmente conhecida como a Ordem dos Illuminati é bastante próspera.
A Sociedade O.T.O. de Motta nos Estados Unidos e no Brasil
Motta escolheu os seus membros de acordo com os critérios da Astrum Argenteum (em que alguns estudantes seleccionados devem aprender de cor alguns escritos de Crowley), ao invés do preceito "A Lei é para Todos" como era usada na O.T.O. de Crowley. Desta forma a S.O.T.O. nunca teve mais do que um punhado de membros (11*). Depois da publicação dos rituais de iniciação da O.T.O. de Crowley em 1973 por Francis King, Motta começou a criar os seus próprios, pois acreditava no perigo da sua desecração. Por outro lado, o grupo que, a partir de 1977, se passou a designar de "Califado" só então é que os veio a possuir.
O "Califado"
Referindo-se a duas cartas de Crowley, a partir de 1977, McMurtry começou a promover uma recém fundada Loja Agape numa Grande Loja. Como em todas as O.T.O.s próximas da maçonaria, os graus foram no princípio conferidos ao acaso. McMurtry esteve nas boas graças de Crowley durante algum tempo, mas de facto tinha nomeado Mellinger, depois de McMurtry como um outro sucessor possível. Depois de Germer e outros membros da segunda Loja Agape americana (dissolvida em 1953) o terem abandonado, McMurtry viu-se livre de Motta, bem como de Metzger e Kenneth Grant. Motta fez figura ridícula com acções judiciais paranóicas, enquanto que os outros dois nunca foram mencionados no tribunal como membros da O.T.O.. Apesar dos factos históricos, um pequeno tribunal americano aceitou o "califado" como o possuidor da O.T.O. americana e dos Copyrights de Crowley, mas que têm validade apenas dentro de alguns estados americanos (Nono circuito de apelação).
De uma forma geral os mistérios sexuais são supostos terem caído de novo na obscuridade. No entanto este grupo da O.T.O. é aquele que interpreta todos os escritos de Crowley como o fulcro da sua organização e "substanciou" a sua posição por intermédio de acções judiciais. McMurtry foi sucedido, em 1985, por William Breeze, um discipulo Canadiano de Grant e de Michael P. Bertiaux. Existem razões para acreditar que a eleição de Breeze não teria a aprovação de McMurtry (12*). Breeze intitula-se "Sua Sagrada Majestada"
O.T.O. Tifoniana
O secretário de Crowley, Kenneth Grant (n. 1923) dispensou a estrutura maçónica da O.T.O. de Crowley. Grant foi nomeado por Aleister Crowley o "meu sucessor como Cabeça Visível da Ordo Templi Orientis", em 1947. Não estando ao corrente dessa nomeação, chegou a ser expulso da O.T.O. de Crowley por Germer em 1955. Daí em diante, Metzger também cortou os seus contactos com Grant.
As ideias de Grant derivam largamente da proclamação de Jones/Achad do "Eon de Maat", que fez com que Crowley "expulsasse" Jones (que tinha colaborado com o supra-citado Heinrich Traenker) uma vez que Crowley era o profeta do "Eon de Horus"; dos ensinamentos de Grosche sobre Saturno/Set e da escola de Bertiaux que focava sexo e Vudu. A magia sexual é discutida muito abertamente.
Ordo Templi Orientis Antiqua
Em 1921, a O.T.O.A., um alegado "rebento" da O.T.O. francesa (com origem em Reuss) foi extendido para 16 graus. Com o passar do tempo a O.T.O.A. foi absorvendo diferentes sucessões gnósticas, uma linha de Memphis-Mizraim, consagrações episcopais, e o Décimo-Primeiro Grau de magia homosexual. O seu mais importante expoente e ponto de convergência é o americano Michael Paul Bertiaux (nascido em 1935), que tinha sido anteriormente um teosofista associado com o espiritualista Henry Smith. O sistema de Bertiaux funciona exclusivamente a um nível mágico e não maçónico e a magia sexual é encarada como um foco importante nesta organização orientada pelo Vudu. Em tempos, Bertiaux trabalhou em conjunto com a O.T.O. de Kenneth Grant.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Aleister Crowley
Edward Alexander Crowley, conhecido como Aleister Crowley, (Warwickshire, Inglaterra, 12 de outubro de 1875 – Hastings, Inglaterra, 1 de dezembro de 1947) foi um polêmico ocultista britânico, conhecido por suas posturas controversas e pelo tarô que leva seu nome. Criou a doutrina de Thelema. Em certo momento conheceu Fernando Pessoa. Seu trabalho influenciou composições ao longo da carreira de Bandas de Rock e escritores, principalmente Iron Maiden (cujo vocalista Bruce Dickinson irá dirigir um filme sobre a história de Aleister Crowley), Beatles, Paulo Coelho, Raul Seixas, Ozzy Osbourne, Led Zeppelin (seu guitarrista e fundador Jimmy Page chegou a comprar uma mansão onde Crowley viveu) e possivelmente Rita Lee
Edward Alexander Crowley nasceu quase à meia-noite em 12 de outubro de 1875, em Warwickshire, Inglaterra. Seu pai, rico cervejeiro, membro fervoroso de uma seita cristã, das mais puritanas, irmãos de Plymouth, impunha rigor na educação religiosa.
Aos quatro anos, Crowley lia a Bíblia e aos seis, era um exímio jogador de xadrez. Ingressou no Trinity College. Ali, aprendeu hebraico, grego e latim. Na mesma época, começou a se interessar por ocultismo. Abandonou o colégio em 1898, ano em que foi admitido na Ordem Hermética do Amanhecer Dourado (The Hermetic Order of the Golden Dawn G.'.D.'.), onde foi iniciado em Magia Cerimonial, Cabala, consagração de talismãs, invocação de espíritos etc.
Utilizando o pseudônimo de Aleister Crowley, começou a publicar poemas e outros textos considerados pornográficos. Esse fato, sua vida sexual publicamente desregrada e o ciúme provocado pela sua rápida ascensão da Aurora Dourada valeram-lhe a antipatia dos membros da Ordem.
"(...) ele adquiriu um apartamento em Londres usando o nome de Conde Vladmir Svaref, onde dispôs dois quartos para construir um Templo Branco e um Negro. (...) Reza a lenda, certa noite, no Templo Negro (...) ele e Bennet, envergando trajes cerimoniais, invocaram espíritos utilizando o pentagrama mágico com seu círculo traçado no chão. Acenderam os incensórios no altar e jogaram folhas de meimendro, datura e incenso, que produziram uma fumaça espessa e de aroma forte. Apareceram 316 demônios que giraram sem parar em volta do círculo sagrado."
Não demorou o rompimento espetacular com a Golden Dawn, o que teria incluído, segundo os seus seguidores, "fabulosas batalhas entre hordas demoníacas" conjuradas por Crowley contra seus inimigos e vice-versa.
Em 1900, o mago foi a Nova York e depois ao México, onde travou contato com o venerável-mestre da maçonaria local. Em viagem ao Ceilão, foi introduzido nos segredos da ioga e na filosofia budista. Em 1903, de volta à Europa, foi morar na Mansão Boleskine, localizada nos penhascos próximos ao Lago Ness, Escócia. Durante uma viagem ao Egito, conseguiu finalmente estabelecer contato com seu Anjo Guardião e concebeu a doutrina de Thelema. Em 1907, fundou a A.'.A.'., Astrum Argentum, a Ordem da Estrela de Prata.
Em meio à serie de livros que escreveu até 1911, destacou-se o Liber 777, ou Livro das Mentiras, que impressionou o líder da Ordo Templi Orientis (O.T.O.), na Alemanha, ordem que se auto-proclamava legítima herdeira dos Cavaleiros Templários. Crowley foi nomeado representante da OrdoTempli Orientis para os países de língua inglesa. Em 1920, fundou a Abadia de Thelema, na localidade de Cefalu, na Sicília, Itália. Atividades suspeitas e boatos sobre missas negras e orgias de sangue levaram a sua expulsão do local, por Mussolini, em 1923.
O envolvimento de Crowley com drogas deu-se, a princípio, por conta do consumo de morfina para fins terapêuticos, posto sofrer ele de asma. Incentivado por Alan Bennett passou a utilizar drogas para finalidades ritualísticas. Cientes do prejuízo que tal uso causava à sua saúde, lutou uma verdadeira guerra para livrar-se do vício. Ao que tudo indica, conseguiu tal intento apenas já perto do final de sua vida, quando nem mesmo a morfina utilizava mais.
Crowley dizia que o uso de drogas com finalidades magicas era lícito. Porém ressaltava que o mesmo só deveria ser tentado por alguém que tivesse uma vontade e uma disciplina firmes o bastante para não se deixar dominar pelo vício.
Crowley, sem dúvida, foi um intelectual do ocultismo mas também é famoso pelo seu gosto pelo Desporto: além de ter sido um excelente enxadrista desde a infância, praticou também o ciclismo, a canoagem e sobretudo, o alpinismo, tendo realizado várias excursões aos picos da cordilheira do Himalaia.
Outro aspecto marcante de sua biografia refere-se à vida sentimental. Foram duas esposas oficiais e muitas amantes, as chamadas mulheres escarlates, todas elas parceiras de Crowley em suas operações mágicas, que as utilizava como médiuns. De seus filhos, somente a primeira, do primeiro casamento, sobreviveu. Seu nome era Nuit Ma Ahathoor Hecate Sappho Jezebel Lilith Crowley, um panteão que reúne alegorias representativas de Justiça, Amor, Beleza, Face Negra da Lua, Poetisa, Adoradora de Ba'al e Rainha dos Demônios e dos Mundos Infernais. Quando Crowley morreu, Lilith recusou o legado literário ocultista de seu pai.
Entre outros epítetos, todos auto-atribuídos, Crowley foi chamado: Perdurabo (em latim, "Eu perdurarei até o fim"), Parzival, Baphomet (como líder da O.T.O. em países de língua inglesa), Deus est Homo (como chefe da O.T.O. mundial), "O mago das mil faces", "A Grande Besta" (To Mega Therion, em grego) ou ainda, como queriam seus detratores, "O homem mais perverso do mundo".
Durante a II Guerra Mundial, Ian Fleming e outros propuseram uma operação de desinformação na contra propaganda de guerra, em que Crowley teria ajudado o MI6,serviço secreto britanico como agente especial para atrair o oficial nazista Rudolf Hess,segundo no comando dentro do poder na Alemanha junto ao lider Adolph Hitler.Crowley junto com Louis de Wohl,nascido na alemanha, e recrutado durante a Guerra pelo MI6 britanico, um ocultista e supostamente um membro "Lantern do The Seven Circle",supostamente ,ambos ajudaram ao serviço secreto inglês e na criação do plano de ocultismo,desenvolvendo horóscopos e diversos documentos falsos para ludibriar os nazistas. Crowley ,acreditasse também que tenha se utilizado de acrônimo de Maskmelin[1],um mágico e mestre secreto da "The Seven Circle"[2] ,denominado pelo codename Secret Agent 777,uma referencia baseda na Qabalistica escrita pelo próprio Aleister Crowley numa coleção , editada e introduzida pelo Dr. Israel Regardie .Tanto Crowley,Ian Fleming,e outros infiltrados agentes faziam parte de uma Operação desenvolvida baseada no livro “Flying Visit” de 1940 ilustrado por David Low, — uma humoristica novela sobre a visita a Inglatrra por Adolf Hitler-,escrito pelo irmão mais velho de Fleming,também um agente infiltrado cognominado por “Lantern” nos Serviços Secretos da organização MI6,que poderiam então passar ao longo informações falsas sobre uma alegada pró-alemão círculo na Grã-Bretanha.O governo britanico abandonou esse plano quando Hess voou para a Escócia, falhando o seu avião sobre o próximo Eaglesham mouros, e foi capturado. Fleming então sugeriu usar Crowley como um interrogador para determinar a influência da astrologia com outros líderes nazistas, mas seus superiores rejeitaram esse plano. Em algum momento, Fleming também sugeriu que a Grã-Bretanha poderia usar Linguagem enoquiana como um código, a fim de planta provas.
Outro esquema envolvendo Crowley com o já famoso "Ritual das Bruxas". Este era destinado a Hitler e os nazistas do alto comando para evitar a invasão da Inglaterra. Importa agora de que este foi elaborado um hoax para enganar Hitler, que acreditava na feitiçaria e nos poderes do oculto. O ritual teve lugar em Ashdown Forest, Crowbourgh em Sussex, e os ocultistas a serviços de Aleister Crowley e seu filho Amado Crowley.Uma rede de infiltrados agentes do oculto ou "Lantern's', entre eles o famoso cultista amigo de Crowley, um também membro da The Seven Circle, Cecil Hugh Williamson[3].Williamson foi o fundador do Centro de Pesquisa Witchcraft na Segunda Guerra Mundial, e o Museu de bruxaria em Castletown sobre a Ilha de Man[4]. Em 1938, ele foi convidado a ser o cabeça de uma secção especial do MI6, anexado ao Foreign Office. Seu objetivo foi o de recolher e assimilar as informações sobre os nazistas e magia .A fim de facilitar a Operação Witchcraft, ele formou o Centro de Pesquisa, tendo Crowley como um importante agente duplo. Uma parte de sua estratégia, foi a de determinar em que o alto comando nazista seria influenciado pela astrologia, e superstições previsões (em particular as de Nostradamus)[5]. Isto foi feito através do estudo da grafologia e outros métodos.O mago Gerald Gardner,um discipulo de Crowley e fundador da Wicca, alega que ele e seu novo coven, local de feitiçaria , onde são denvolvidas o ritual,que teve lugar no New Forrest, Hampshire. Segundo Gardner, talvez Crowley e seu coven foi realizado num ritual semelhante, mas não sob os auspícios e apoio dos governos na época ou mesmo do MI6 .
Aleister Crowley faleceu em 1 de dezembro de 1947, aos 72 anos, em decorrência da fragilização de seu estado de saúde causado pela asma crônica que o atormentava.
Edward Alexander Crowley nasceu quase à meia-noite em 12 de outubro de 1875, em Warwickshire, Inglaterra. Seu pai, rico cervejeiro, membro fervoroso de uma seita cristã, das mais puritanas, irmãos de Plymouth, impunha rigor na educação religiosa.
Aos quatro anos, Crowley lia a Bíblia e aos seis, era um exímio jogador de xadrez. Ingressou no Trinity College. Ali, aprendeu hebraico, grego e latim. Na mesma época, começou a se interessar por ocultismo. Abandonou o colégio em 1898, ano em que foi admitido na Ordem Hermética do Amanhecer Dourado (The Hermetic Order of the Golden Dawn G.'.D.'.), onde foi iniciado em Magia Cerimonial, Cabala, consagração de talismãs, invocação de espíritos etc.
Utilizando o pseudônimo de Aleister Crowley, começou a publicar poemas e outros textos considerados pornográficos. Esse fato, sua vida sexual publicamente desregrada e o ciúme provocado pela sua rápida ascensão da Aurora Dourada valeram-lhe a antipatia dos membros da Ordem.
"(...) ele adquiriu um apartamento em Londres usando o nome de Conde Vladmir Svaref, onde dispôs dois quartos para construir um Templo Branco e um Negro. (...) Reza a lenda, certa noite, no Templo Negro (...) ele e Bennet, envergando trajes cerimoniais, invocaram espíritos utilizando o pentagrama mágico com seu círculo traçado no chão. Acenderam os incensórios no altar e jogaram folhas de meimendro, datura e incenso, que produziram uma fumaça espessa e de aroma forte. Apareceram 316 demônios que giraram sem parar em volta do círculo sagrado."
Não demorou o rompimento espetacular com a Golden Dawn, o que teria incluído, segundo os seus seguidores, "fabulosas batalhas entre hordas demoníacas" conjuradas por Crowley contra seus inimigos e vice-versa.
Em 1900, o mago foi a Nova York e depois ao México, onde travou contato com o venerável-mestre da maçonaria local. Em viagem ao Ceilão, foi introduzido nos segredos da ioga e na filosofia budista. Em 1903, de volta à Europa, foi morar na Mansão Boleskine, localizada nos penhascos próximos ao Lago Ness, Escócia. Durante uma viagem ao Egito, conseguiu finalmente estabelecer contato com seu Anjo Guardião e concebeu a doutrina de Thelema. Em 1907, fundou a A.'.A.'., Astrum Argentum, a Ordem da Estrela de Prata.
Em meio à serie de livros que escreveu até 1911, destacou-se o Liber 777, ou Livro das Mentiras, que impressionou o líder da Ordo Templi Orientis (O.T.O.), na Alemanha, ordem que se auto-proclamava legítima herdeira dos Cavaleiros Templários. Crowley foi nomeado representante da OrdoTempli Orientis para os países de língua inglesa. Em 1920, fundou a Abadia de Thelema, na localidade de Cefalu, na Sicília, Itália. Atividades suspeitas e boatos sobre missas negras e orgias de sangue levaram a sua expulsão do local, por Mussolini, em 1923.
O envolvimento de Crowley com drogas deu-se, a princípio, por conta do consumo de morfina para fins terapêuticos, posto sofrer ele de asma. Incentivado por Alan Bennett passou a utilizar drogas para finalidades ritualísticas. Cientes do prejuízo que tal uso causava à sua saúde, lutou uma verdadeira guerra para livrar-se do vício. Ao que tudo indica, conseguiu tal intento apenas já perto do final de sua vida, quando nem mesmo a morfina utilizava mais.
Crowley dizia que o uso de drogas com finalidades magicas era lícito. Porém ressaltava que o mesmo só deveria ser tentado por alguém que tivesse uma vontade e uma disciplina firmes o bastante para não se deixar dominar pelo vício.
Crowley, sem dúvida, foi um intelectual do ocultismo mas também é famoso pelo seu gosto pelo Desporto: além de ter sido um excelente enxadrista desde a infância, praticou também o ciclismo, a canoagem e sobretudo, o alpinismo, tendo realizado várias excursões aos picos da cordilheira do Himalaia.
Outro aspecto marcante de sua biografia refere-se à vida sentimental. Foram duas esposas oficiais e muitas amantes, as chamadas mulheres escarlates, todas elas parceiras de Crowley em suas operações mágicas, que as utilizava como médiuns. De seus filhos, somente a primeira, do primeiro casamento, sobreviveu. Seu nome era Nuit Ma Ahathoor Hecate Sappho Jezebel Lilith Crowley, um panteão que reúne alegorias representativas de Justiça, Amor, Beleza, Face Negra da Lua, Poetisa, Adoradora de Ba'al e Rainha dos Demônios e dos Mundos Infernais. Quando Crowley morreu, Lilith recusou o legado literário ocultista de seu pai.
Entre outros epítetos, todos auto-atribuídos, Crowley foi chamado: Perdurabo (em latim, "Eu perdurarei até o fim"), Parzival, Baphomet (como líder da O.T.O. em países de língua inglesa), Deus est Homo (como chefe da O.T.O. mundial), "O mago das mil faces", "A Grande Besta" (To Mega Therion, em grego) ou ainda, como queriam seus detratores, "O homem mais perverso do mundo".
Durante a II Guerra Mundial, Ian Fleming e outros propuseram uma operação de desinformação na contra propaganda de guerra, em que Crowley teria ajudado o MI6,serviço secreto britanico como agente especial para atrair o oficial nazista Rudolf Hess,segundo no comando dentro do poder na Alemanha junto ao lider Adolph Hitler.Crowley junto com Louis de Wohl,nascido na alemanha, e recrutado durante a Guerra pelo MI6 britanico, um ocultista e supostamente um membro "Lantern do The Seven Circle",supostamente ,ambos ajudaram ao serviço secreto inglês e na criação do plano de ocultismo,desenvolvendo horóscopos e diversos documentos falsos para ludibriar os nazistas. Crowley ,acreditasse também que tenha se utilizado de acrônimo de Maskmelin[1],um mágico e mestre secreto da "The Seven Circle"[2] ,denominado pelo codename Secret Agent 777,uma referencia baseda na Qabalistica escrita pelo próprio Aleister Crowley numa coleção , editada e introduzida pelo Dr. Israel Regardie .Tanto Crowley,Ian Fleming,e outros infiltrados agentes faziam parte de uma Operação desenvolvida baseada no livro “Flying Visit” de 1940 ilustrado por David Low, — uma humoristica novela sobre a visita a Inglatrra por Adolf Hitler-,escrito pelo irmão mais velho de Fleming,também um agente infiltrado cognominado por “Lantern” nos Serviços Secretos da organização MI6,que poderiam então passar ao longo informações falsas sobre uma alegada pró-alemão círculo na Grã-Bretanha.O governo britanico abandonou esse plano quando Hess voou para a Escócia, falhando o seu avião sobre o próximo Eaglesham mouros, e foi capturado. Fleming então sugeriu usar Crowley como um interrogador para determinar a influência da astrologia com outros líderes nazistas, mas seus superiores rejeitaram esse plano. Em algum momento, Fleming também sugeriu que a Grã-Bretanha poderia usar Linguagem enoquiana como um código, a fim de planta provas.
Outro esquema envolvendo Crowley com o já famoso "Ritual das Bruxas". Este era destinado a Hitler e os nazistas do alto comando para evitar a invasão da Inglaterra. Importa agora de que este foi elaborado um hoax para enganar Hitler, que acreditava na feitiçaria e nos poderes do oculto. O ritual teve lugar em Ashdown Forest, Crowbourgh em Sussex, e os ocultistas a serviços de Aleister Crowley e seu filho Amado Crowley.Uma rede de infiltrados agentes do oculto ou "Lantern's', entre eles o famoso cultista amigo de Crowley, um também membro da The Seven Circle, Cecil Hugh Williamson[3].Williamson foi o fundador do Centro de Pesquisa Witchcraft na Segunda Guerra Mundial, e o Museu de bruxaria em Castletown sobre a Ilha de Man[4]. Em 1938, ele foi convidado a ser o cabeça de uma secção especial do MI6, anexado ao Foreign Office. Seu objetivo foi o de recolher e assimilar as informações sobre os nazistas e magia .A fim de facilitar a Operação Witchcraft, ele formou o Centro de Pesquisa, tendo Crowley como um importante agente duplo. Uma parte de sua estratégia, foi a de determinar em que o alto comando nazista seria influenciado pela astrologia, e superstições previsões (em particular as de Nostradamus)[5]. Isto foi feito através do estudo da grafologia e outros métodos.O mago Gerald Gardner,um discipulo de Crowley e fundador da Wicca, alega que ele e seu novo coven, local de feitiçaria , onde são denvolvidas o ritual,que teve lugar no New Forrest, Hampshire. Segundo Gardner, talvez Crowley e seu coven foi realizado num ritual semelhante, mas não sob os auspícios e apoio dos governos na época ou mesmo do MI6 .
Aleister Crowley faleceu em 1 de dezembro de 1947, aos 72 anos, em decorrência da fragilização de seu estado de saúde causado pela asma crônica que o atormentava.
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Postado por Renato de Marchi V. Santos
A (extinta) Ordem da Golden Dawn
A Ordem Hermética do Amanhecer Dourado ou Hermetic Order of Golden Dawn, foi junto com a Sociedade Teosófica, de Mme. Blavatsky, a mais importante e influente sociedade mística mundial . Responsável por divulgar no ocidente, uma síntese de vários sistemas mágicos até então isolados, como a Cabala, a Magia Sagrada de Abramelin, o Tarô, os grimordios de Salomão, a Magia Enochiana de John Dee e Edward Kelley, o sistema Rosa Cruz, os Tattvas , Astrologia, Alquimia e é claro, Eliphas Levi.
O responsável pela criação da ordem foi Dr. William Wynn Westcott, Mestre Maçon Secretário Geral da Sociedade Rosacruciana em Anglia ( ou Inglaterra) além de médico legista, e sua origem é um tanto dúbia: a primeira versão diz que um manuscrito cifrado foi entregue a Westcott, em 1887, pelo reverendo e maçon A.F.A. Woodford que, por sua vez, disse ter recebido-o de um mercador. Westcott então encarregou outro maçon e expert em ocultismo S.L.M.Mathers, para decifra-lo com base em uma chave encontrada em um livro do abade Johann Trithemius. O manuscrito revelou uma série de rituais e descrições precisas dos graus rosa - crucianos de neófito, zelator, teóricus, practicus e philosophus, idênticos aos graus de uma ordem alemã do séc. XVIII.
Entre o manuscrito, foi encontrado uma carta de uma senhora alemã chamada Anna Sprengel (Soror Sapiens Dominabitur Astris cuja tradução seria "O Sábio Será Governado pelas Estrelas") que continha o seu endereço para aqueles que conseguissem decifrar os documentos. Westcott então passou a manter contato com a mulher que revelou-se uma iniciada em uma ordem secreta chamada Die Goldene Dammerung, ou A Aurora Dourada, que o autorizou a abrir uma loja e deu -lhe plenos poderes.
Golden Dawn
S.L. McGregor MathersWilliam Wynn WestcottWilliam Robert Woodman
Os Graus da OrdemManuscritos CifradosHekas hekas este Bebeloi
A segunda versão, e mais aceita entre muitos, é de que o tal manuscrito fora escrito por Kenneth Mackenzie, ocultista inglês e discípulo de Eliphas Levi, autor da Real Enciclopédia Maçônica e membro da já citada Sociedade Rosacruciana em Anglia. Mackenzie teria escrito o manuscrito para um amigo, Frederick Holland, a fim de usar na criação de uma ordem fundada em 1883 pelo seu grupo, a Sociedade dos Oito e, após sua morte, Westcott apossou-se dos documentos e inseriu a carta de Anna Sprengel a fim de fazer valer a sua autoridade. Existem outras versões que creditam a Lord Edward Bulwer-Lytton, autor de Zanoni, ou a um influente cabalista chamado Johann Friedrich, mas ambas sem apoio.
No final de 1888 é erguido o Templo de Isis-Urânia em Londres e é oficialmente fundada "The Hermetic Order of the Golden Dawn", inicialmente com trinta e dois membros e no comando os companheiros de Westcott: Mathers e Dr. William Robert Woodman um destacado cabalista que contribuiu imensamente na didática da ordem.
O seu desenvolvimento foi muito rápido: no mesmo ano foram erguidos mais dois templos, o Templo de Osiris e o Templo de Horus e passou a atrair várias pessoas de destaque na sociedade inglesa como políticos, poetas e escritores. Logo depois da fundação da ordem, Westcott anuncia a morte de Anna Sprengel. A estrutura da ordem no início era resumida em estudos coletivos, palavras de passe e sinais secretos e os graus baseados na Árvore da Vida.
Em Dezembro de 1891 Woodman morre e o gênio de Mathers passa a se destacar. Introduz um segundo círculo na ordem a "Ordem da Rosa de Rubi e da Cruz Dourada" ou simplesmente RR. at A.C. em 1892, através de um belo ritual do primeiro grau do círculo, o de Adeptus Minor (5º=6º) baseado na lenda de Christian Rosenkruez. A partir daí a ordem passa a contribuir realmente em direção a evolução mágica, passando da teoria ás praticas . A admissão a segunda ordem era feita por convite e um complexo exame era passado, onde pouca pessoas conseguiam sucesso.
As instruções nos Pergaminhos Voadores ( nome dos manuscritos de estudo), constavam rituais completos do pentagrama e hexagrama, construção de armas mágicas, magia enoquiana, doutrina do homem como macrocosmo, assunção à formas - deus e tratados sobre as cartas do Tarô.
Mathers alegava manter contato constante com os Chefes Secretos que o instruiam sobre os assuntos místicos e três deles o confirmaram como líder da ordem, durante um encontro em Bois de Boulogne.
No mesmo ano, muda para Paris e funda o Templo de Ahathoor deixando Westcott na liderança dos templos ingleses. Até 1893 foi fundado o Templo de Amem-Ra na Escócia, em 1895 o Templo de Osiris, e na América foram fundados os Templos de Thme em Boston, Themis na Filadélfia e Thoth-Hermes em Chicago. Em 1900 o último templo, o de Horus na Inglaterra.
Infelizmente, como em todas as ordens em grupo, os problemas começaram a aparecer: Mathers se desentendeu com Annie Horniman, que ajudou-o e sua família a se sustentarem na França, onde deixou um pouco a ordem de lado para se envolver em política. Mathers, apesar de um excelente magista, era uma pessoa muito autoritária e acabou por romper a amizade de anos com Horniman que foi expulsa da ordem, desagradando muitos. Em 1897 Westcott deixa o comando da ordem na Inglaterra, delegando como substituta a atriz Florence Farr, que não soube guiar o ramo inglês. Em 1900, as coisas começaram a desmoronar definitivamente, Farr e Mathers se desentenderam e este, achando que ela estava fazendo um ardil para colocar Westcott como líder mundial da Golden Dawn, revela que as cartas de Sprengel foram forjadas por Westcott, que por sua vez não se defendeu das acusações
Para piorar a situação, um tal de Aleister Crowley foi iniciado na segunda ordem com apenas um ano como membro da ordem, causando revolta. Mathers enviou Crowley para tomar posse dos pertences do ritual da segunda ordem e William Yeats expulsou ambos da ordem e proclamou-se Imperador da Golden Dawn. Horniman foi reefetivada mas outra cisão ocorreu com a formação de um grupo por Farr chamado Esfera, dedicado a viagens astrais e contatos com os Chefes Secretos.
Em 1901, Mathers foi ludibriado (?) pelo casal de charlatões Sr e Sra. Horos que, de algum modo, convenceram-no de que ela era Annie Sprengel e roubaram rituais de iniciação da ordem. Um erro muito comum que muitos biógrafos de Crowley cometem, foi de que ele havia "matado" a Golden Dawn magicamente ao publicar seus rituais no Equinócio. Eles foram publicados bem antes pelo casal Horos nos jornais londrinos.
A Golden Dawn então dissolveu-se em várias ordens, como a Stella Matutina, Alpha et Omega, o Templo de Cromlech, Fraternity of the Inner Light, e a A.·.A.·. .
O responsável pela criação da ordem foi Dr. William Wynn Westcott, Mestre Maçon Secretário Geral da Sociedade Rosacruciana em Anglia ( ou Inglaterra) além de médico legista, e sua origem é um tanto dúbia: a primeira versão diz que um manuscrito cifrado foi entregue a Westcott, em 1887, pelo reverendo e maçon A.F.A. Woodford que, por sua vez, disse ter recebido-o de um mercador. Westcott então encarregou outro maçon e expert em ocultismo S.L.M.Mathers, para decifra-lo com base em uma chave encontrada em um livro do abade Johann Trithemius. O manuscrito revelou uma série de rituais e descrições precisas dos graus rosa - crucianos de neófito, zelator, teóricus, practicus e philosophus, idênticos aos graus de uma ordem alemã do séc. XVIII.
Entre o manuscrito, foi encontrado uma carta de uma senhora alemã chamada Anna Sprengel (Soror Sapiens Dominabitur Astris cuja tradução seria "O Sábio Será Governado pelas Estrelas") que continha o seu endereço para aqueles que conseguissem decifrar os documentos. Westcott então passou a manter contato com a mulher que revelou-se uma iniciada em uma ordem secreta chamada Die Goldene Dammerung, ou A Aurora Dourada, que o autorizou a abrir uma loja e deu -lhe plenos poderes.
Golden Dawn
S.L. McGregor MathersWilliam Wynn WestcottWilliam Robert Woodman
Os Graus da OrdemManuscritos CifradosHekas hekas este Bebeloi
A segunda versão, e mais aceita entre muitos, é de que o tal manuscrito fora escrito por Kenneth Mackenzie, ocultista inglês e discípulo de Eliphas Levi, autor da Real Enciclopédia Maçônica e membro da já citada Sociedade Rosacruciana em Anglia. Mackenzie teria escrito o manuscrito para um amigo, Frederick Holland, a fim de usar na criação de uma ordem fundada em 1883 pelo seu grupo, a Sociedade dos Oito e, após sua morte, Westcott apossou-se dos documentos e inseriu a carta de Anna Sprengel a fim de fazer valer a sua autoridade. Existem outras versões que creditam a Lord Edward Bulwer-Lytton, autor de Zanoni, ou a um influente cabalista chamado Johann Friedrich, mas ambas sem apoio.
No final de 1888 é erguido o Templo de Isis-Urânia em Londres e é oficialmente fundada "The Hermetic Order of the Golden Dawn", inicialmente com trinta e dois membros e no comando os companheiros de Westcott: Mathers e Dr. William Robert Woodman um destacado cabalista que contribuiu imensamente na didática da ordem.
O seu desenvolvimento foi muito rápido: no mesmo ano foram erguidos mais dois templos, o Templo de Osiris e o Templo de Horus e passou a atrair várias pessoas de destaque na sociedade inglesa como políticos, poetas e escritores. Logo depois da fundação da ordem, Westcott anuncia a morte de Anna Sprengel. A estrutura da ordem no início era resumida em estudos coletivos, palavras de passe e sinais secretos e os graus baseados na Árvore da Vida.
Em Dezembro de 1891 Woodman morre e o gênio de Mathers passa a se destacar. Introduz um segundo círculo na ordem a "Ordem da Rosa de Rubi e da Cruz Dourada" ou simplesmente RR. at A.C. em 1892, através de um belo ritual do primeiro grau do círculo, o de Adeptus Minor (5º=6º) baseado na lenda de Christian Rosenkruez. A partir daí a ordem passa a contribuir realmente em direção a evolução mágica, passando da teoria ás praticas . A admissão a segunda ordem era feita por convite e um complexo exame era passado, onde pouca pessoas conseguiam sucesso.
As instruções nos Pergaminhos Voadores ( nome dos manuscritos de estudo), constavam rituais completos do pentagrama e hexagrama, construção de armas mágicas, magia enoquiana, doutrina do homem como macrocosmo, assunção à formas - deus e tratados sobre as cartas do Tarô.
Mathers alegava manter contato constante com os Chefes Secretos que o instruiam sobre os assuntos místicos e três deles o confirmaram como líder da ordem, durante um encontro em Bois de Boulogne.
No mesmo ano, muda para Paris e funda o Templo de Ahathoor deixando Westcott na liderança dos templos ingleses. Até 1893 foi fundado o Templo de Amem-Ra na Escócia, em 1895 o Templo de Osiris, e na América foram fundados os Templos de Thme em Boston, Themis na Filadélfia e Thoth-Hermes em Chicago. Em 1900 o último templo, o de Horus na Inglaterra.
Infelizmente, como em todas as ordens em grupo, os problemas começaram a aparecer: Mathers se desentendeu com Annie Horniman, que ajudou-o e sua família a se sustentarem na França, onde deixou um pouco a ordem de lado para se envolver em política. Mathers, apesar de um excelente magista, era uma pessoa muito autoritária e acabou por romper a amizade de anos com Horniman que foi expulsa da ordem, desagradando muitos. Em 1897 Westcott deixa o comando da ordem na Inglaterra, delegando como substituta a atriz Florence Farr, que não soube guiar o ramo inglês. Em 1900, as coisas começaram a desmoronar definitivamente, Farr e Mathers se desentenderam e este, achando que ela estava fazendo um ardil para colocar Westcott como líder mundial da Golden Dawn, revela que as cartas de Sprengel foram forjadas por Westcott, que por sua vez não se defendeu das acusações
Para piorar a situação, um tal de Aleister Crowley foi iniciado na segunda ordem com apenas um ano como membro da ordem, causando revolta. Mathers enviou Crowley para tomar posse dos pertences do ritual da segunda ordem e William Yeats expulsou ambos da ordem e proclamou-se Imperador da Golden Dawn. Horniman foi reefetivada mas outra cisão ocorreu com a formação de um grupo por Farr chamado Esfera, dedicado a viagens astrais e contatos com os Chefes Secretos.
Em 1901, Mathers foi ludibriado (?) pelo casal de charlatões Sr e Sra. Horos que, de algum modo, convenceram-no de que ela era Annie Sprengel e roubaram rituais de iniciação da ordem. Um erro muito comum que muitos biógrafos de Crowley cometem, foi de que ele havia "matado" a Golden Dawn magicamente ao publicar seus rituais no Equinócio. Eles foram publicados bem antes pelo casal Horos nos jornais londrinos.
A Golden Dawn então dissolveu-se em várias ordens, como a Stella Matutina, Alpha et Omega, o Templo de Cromlech, Fraternity of the Inner Light, e a A.·.A.·. .
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Postado por Renato de Marchi V. Santos
sexta-feira, 27 de julho de 2007
A Tábua de Esmeralda
"Verdadeiro, sem falsidade, certo e mais do que real, aquilo que está embaixo é como aquilo que está em cima, e o que está em cima é como o que está embaixo para cumprir as maravilhas de uma coisa.
Assim como todas as coisas são criadas de uma coisa, pela vontade e comando do único que a criou, assim todas as coisas são nascidas desta única coisa por prescrição e união.
Seu pai é o Sol, sua mãe a Lua, o vento a carrega em seu ventre, sua ama é a Terra. Este é o pai da perfeição em todo este mundo.
Seu poder é perfeito quando transformado em terra; por isto, deves separar a terra do fogo, e o sutil do rude e grosseiro, mas com amor, com grande compreensão e discernimento.
Ela sobe da terra ao céu e do céu vem novamente à terra e de novo recebe o poder do Em Cima e do Embaixo. Deste modo, terás o esplendor de todo o mundo.
Toda falta de compreensão e de capacidade te abandonará. Este é o maior de todos os poderes, pois pode sobrepujar toda a sutileza e pode penetrar tudo o que sólido.
Assim foi criado o mundo. Assim se originaram raras combinações e maravilhas são forjadas; esta é a maneira de agir.
Por isto sou chamado Trismegisto, pois possuo as três partes da sabedoria do mundo.
Tudo o que eu disse a respeito do trabalho do Sol está cumprido."
(Hermes Trismegisto)
Postado por Alessandro Basso
Assim como todas as coisas são criadas de uma coisa, pela vontade e comando do único que a criou, assim todas as coisas são nascidas desta única coisa por prescrição e união.
Seu pai é o Sol, sua mãe a Lua, o vento a carrega em seu ventre, sua ama é a Terra. Este é o pai da perfeição em todo este mundo.
Seu poder é perfeito quando transformado em terra; por isto, deves separar a terra do fogo, e o sutil do rude e grosseiro, mas com amor, com grande compreensão e discernimento.
Ela sobe da terra ao céu e do céu vem novamente à terra e de novo recebe o poder do Em Cima e do Embaixo. Deste modo, terás o esplendor de todo o mundo.
Toda falta de compreensão e de capacidade te abandonará. Este é o maior de todos os poderes, pois pode sobrepujar toda a sutileza e pode penetrar tudo o que sólido.
Assim foi criado o mundo. Assim se originaram raras combinações e maravilhas são forjadas; esta é a maneira de agir.
Por isto sou chamado Trismegisto, pois possuo as três partes da sabedoria do mundo.
Tudo o que eu disse a respeito do trabalho do Sol está cumprido."
(Hermes Trismegisto)
Postado por Alessandro Basso
sábado, 30 de junho de 2007
Deus
"Sejam quais forem os prodígios realizados pela inteligência humana, esta inteligência tem também uma causa primária. É a inteligência superior a causa primária de todas as coisas, qualquer que seja o nome pelo qual o homem a designe."
Allan Kardec
Postado por Alessandro Basso
Allan Kardec
Postado por Alessandro Basso
Postagens
Saudações, amigos!
Por absoluta falta de tempo não temos conseguido atualizar o blog em tempo hábil, mas aguardem que novos e interessantes tópicos surgirão para todos nós, amantes do conhecimento sagrado.
Que a paz esteja com todos!
Alessandro e Renato
Por absoluta falta de tempo não temos conseguido atualizar o blog em tempo hábil, mas aguardem que novos e interessantes tópicos surgirão para todos nós, amantes do conhecimento sagrado.
Que a paz esteja com todos!
Alessandro e Renato
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Merlin e Religião
Quem já leu a obra de Marion Zimmer-Bradley já viu que os druidas são pessoas bastante sábias, que cultuam às suas divindades sem ferir a crença alheia e, pelo contrário sabem que a verdade está em todas as coisas, em todas as crenças, expressa em cada uma de forma articular e parcial. Vamos aqui citar algumas das frases que mostram Taliesin, o Merlin da Bretanha, discorrendo sobre a universalidade de Deus:
- Em A Senhora de Avalon: "Não importa qual o nome damos à divindade, pois todos os deuses são Um só."
- Em As Brumas de Avalon:
"Ora, então o senhor seria mais rigoroso do que o próprio Cristo, irmão? Pois ele, ao que me lembro, foi muito censurado por se juntar aos párias e pecadores, e até mesmo coletores de impostos e mulheres como Madalena, quando preferiam que fosse um nazarita como João Batista. E por fim, ao agonizar na cruz, prometeu ao ladrão que naquela mesma noite estariam juntos no Paraíso, não?" (discutindo com o bispo Patrício sobre a tolerância religiosa e exemplificando com o próprio exemplo de Jesus)
"Também eu acredito ser a vontade de Deus que todos os homens devam procurar a sabedoria em si mesmos e não recebê-la de outra pessoa. As crianças talvez precisen que sua comida seja amassada pela ama, mas os homens podem beber a sabedoria sozinhos." (isso vai de encontro com os textos Espíritas sobre a progrssividade das Revelações, aparecendo conforme o amadurecimento da Humanidade. Para Merlin, o homem não necessita de intermediários para de encontrar Deus.)
"Quanto mais velho fico, mais tenho certeza de que as palavras que usamos para significar a mesma verdade não têm importância."
Postado por Alessandro Basso
- Em A Senhora de Avalon: "Não importa qual o nome damos à divindade, pois todos os deuses são Um só."
- Em As Brumas de Avalon:
"Ora, então o senhor seria mais rigoroso do que o próprio Cristo, irmão? Pois ele, ao que me lembro, foi muito censurado por se juntar aos párias e pecadores, e até mesmo coletores de impostos e mulheres como Madalena, quando preferiam que fosse um nazarita como João Batista. E por fim, ao agonizar na cruz, prometeu ao ladrão que naquela mesma noite estariam juntos no Paraíso, não?" (discutindo com o bispo Patrício sobre a tolerância religiosa e exemplificando com o próprio exemplo de Jesus)
"Também eu acredito ser a vontade de Deus que todos os homens devam procurar a sabedoria em si mesmos e não recebê-la de outra pessoa. As crianças talvez precisen que sua comida seja amassada pela ama, mas os homens podem beber a sabedoria sozinhos." (isso vai de encontro com os textos Espíritas sobre a progrssividade das Revelações, aparecendo conforme o amadurecimento da Humanidade. Para Merlin, o homem não necessita de intermediários para de encontrar Deus.)
"Quanto mais velho fico, mais tenho certeza de que as palavras que usamos para significar a mesma verdade não têm importância."
Postado por Alessandro Basso
segunda-feira, 14 de maio de 2007
A Civilização Egípcia
OS EGÍPCIOS
Dentre os Espíritos degredados na Terra, os que constituíram a civilização egípcia foram os que mais se destacavam na prática do Bem e no culto da Verdade. Aliás, importa considerar que eram eles os que menos débitos possuíam perante o tribunal da Justiça Divina. Em razão dos seus elevados patrimônios morais, guardaram no íntimo uma lembrança mais viva das experiências de sua pátria distante. Um único desejo os animava, que era trabalhar devotadamente para regressar, um dia, aos seus penates resplandecentes. Uma saudade torturante do céu foi a base de culto da morte foi tão altamente desenvolvido. Em todos os corações morava a ansiedade de voltar ao orbe distante, ao qual se sentiam presos pelos mais santos afetos. Foi por esse motivo que, representando uma das mais belas e adiantadas civilizações de todos os tempos, as expressões do antigo Egito desapareceram para sempre do plano tangível do planeta. Depois de perpetuarem nas Pirâmides os seus avançados conhecimentos, todos os Espíritos daquela região africana regressaram à pátria sideral.
A CIÊNCIA SECRETA
Em virtude das circunstâncias mencionadas, os egípcios traziam consigo uma ciência que a evolução da época não comportava. Aqueles grandes mestres da antigüidade foram, então, compelidos a recolher o acervo de suas tradições e de suas lembranças no ambiente reservado dos templos, mediante os mais terríveis compromissos dos iniciados nos seus mistérios. Os conhecimentos profundos ficaram circunscritos ao circulo dos mais graduados sacerdotes da época, observando-se o máximo cuidado no problema da iniciação.
A própria Grécia, que aí buscou a alma de suas concepções cheias de poesia e de beleza, através da iniciativa dos seus filhos mais eminentes, no passado longínquo, não recebeu toda a verdade das ciências misteriosas. Tanto é assim, que as iniciações no Egito se revestiam de experiências terríveis para o candidato à ciência da vida e da morte - fatos esses que, entre os gregos, eram motivo de festas inesquecíveis.
Os sábios egípcios conheciam perfeitamente a inoportunidade das grandes revelações espirituais naquela fase do progresso terrestre; chegando de um mundo de cujas lutas, na oficina do aperfeiçoamento, haviam guardado as mais vivas recordações, os sacerdotes mais eminentes conheciam o roteiro que a Humanidade terrestre teria de realizar. Aí residem os mistérios iniciáticos e a essencial importância que lhes era atribuída no ambiente dos sábios daquele tempo.
O POLITEÍSMO SIMBÓLICO
Nos círculos esotéricos, onde pontificava a palavra esclarecida dos grandes mestres de então, sabia-se da existência do Deus Único e Absoluto, Pai de todas as criaturas e Providência de todos os seres, mas os sacerdotes conheciam, igualmente, a função dos Espíritos prepostos de Jesus, na execução de todas as leis físicas e sociais da existência planetária, em virtude das suas experiências pregressas. Desse ambiente reservado de ensinamentos ocultos, partiu, então, a idéia politeísta dos numerosos deuses, que seriam os senhores da Terra e do Céu, do Homem e da Natureza.
As massas requeriam esse politeísmo simbólico, nas grandes festividades exteriores da religião. Já os sacerdotes da época conheciam essa fraqueza das almas jovens, de todos os tempos, satisfazendo-as com as expressões esotéricas de suas lições sublimadas. Dessa idéia de homenagear as forças invisíveis que controlam os fenômenos naturais, classificando-as para o espírito das massas, na categoria dos deuses, é que nasceu a mitologia da Grécia, ao perfume das árvores e ao som das flautas dos pastores, em contacto permanente com a Natureza. (Ver: Formação da mitologia )
Dentre os Espíritos degredados na Terra, os que constituíram a civilização egípcia foram os que mais se destacavam na prática do Bem e no culto da Verdade. Aliás, importa considerar que eram eles os que menos débitos possuíam perante o tribunal da Justiça Divina. Em razão dos seus elevados patrimônios morais, guardaram no íntimo uma lembrança mais viva das experiências de sua pátria distante. Um único desejo os animava, que era trabalhar devotadamente para regressar, um dia, aos seus penates resplandecentes. Uma saudade torturante do céu foi a base de culto da morte foi tão altamente desenvolvido. Em todos os corações morava a ansiedade de voltar ao orbe distante, ao qual se sentiam presos pelos mais santos afetos. Foi por esse motivo que, representando uma das mais belas e adiantadas civilizações de todos os tempos, as expressões do antigo Egito desapareceram para sempre do plano tangível do planeta. Depois de perpetuarem nas Pirâmides os seus avançados conhecimentos, todos os Espíritos daquela região africana regressaram à pátria sideral.
A CIÊNCIA SECRETA
Em virtude das circunstâncias mencionadas, os egípcios traziam consigo uma ciência que a evolução da época não comportava. Aqueles grandes mestres da antigüidade foram, então, compelidos a recolher o acervo de suas tradições e de suas lembranças no ambiente reservado dos templos, mediante os mais terríveis compromissos dos iniciados nos seus mistérios. Os conhecimentos profundos ficaram circunscritos ao circulo dos mais graduados sacerdotes da época, observando-se o máximo cuidado no problema da iniciação.
A própria Grécia, que aí buscou a alma de suas concepções cheias de poesia e de beleza, através da iniciativa dos seus filhos mais eminentes, no passado longínquo, não recebeu toda a verdade das ciências misteriosas. Tanto é assim, que as iniciações no Egito se revestiam de experiências terríveis para o candidato à ciência da vida e da morte - fatos esses que, entre os gregos, eram motivo de festas inesquecíveis.
Os sábios egípcios conheciam perfeitamente a inoportunidade das grandes revelações espirituais naquela fase do progresso terrestre; chegando de um mundo de cujas lutas, na oficina do aperfeiçoamento, haviam guardado as mais vivas recordações, os sacerdotes mais eminentes conheciam o roteiro que a Humanidade terrestre teria de realizar. Aí residem os mistérios iniciáticos e a essencial importância que lhes era atribuída no ambiente dos sábios daquele tempo.
O POLITEÍSMO SIMBÓLICO
Nos círculos esotéricos, onde pontificava a palavra esclarecida dos grandes mestres de então, sabia-se da existência do Deus Único e Absoluto, Pai de todas as criaturas e Providência de todos os seres, mas os sacerdotes conheciam, igualmente, a função dos Espíritos prepostos de Jesus, na execução de todas as leis físicas e sociais da existência planetária, em virtude das suas experiências pregressas. Desse ambiente reservado de ensinamentos ocultos, partiu, então, a idéia politeísta dos numerosos deuses, que seriam os senhores da Terra e do Céu, do Homem e da Natureza.
As massas requeriam esse politeísmo simbólico, nas grandes festividades exteriores da religião. Já os sacerdotes da época conheciam essa fraqueza das almas jovens, de todos os tempos, satisfazendo-as com as expressões esotéricas de suas lições sublimadas. Dessa idéia de homenagear as forças invisíveis que controlam os fenômenos naturais, classificando-as para o espírito das massas, na categoria dos deuses, é que nasceu a mitologia da Grécia, ao perfume das árvores e ao som das flautas dos pastores, em contacto permanente com a Natureza. (Ver: Formação da mitologia )

O CULTO DA MORTE E A METEMPSICOSE
Um dos traços essenciais desse grande povo foi a preocupação insistente e constante da Morte. A sua vida era apenas um esforço para bem morrer. Seus papiros e afrescos estão cheios dos consoladores mistérios do além-túmulo. Era natural. O grande povo dos faraós guardava a reminiscência do seu doloroso degredo na face obscura do mundo terreno. E tanto lhe doía semelhante humilhação, que, na lembrança do pretérito, criou a teoria da metempsicose, acreditando que a alma de um homem podia regressar ao corpo de um irracional, por determinação punitiva dos deuses. A metempsicose era o fruto da sua amarga impressão, a respeito do exílio penoso que lhe fora infligido no ambiente terrestre.
Inventou-se, desse modo, uma série de rituais e cerimônias para solenizar o regresso dos seus irmãos à pátria espiritual. Os mistérios de Ísis e Osíris mais não eram que símbolos das forças espirituais que presidem aos fenômenos da morte.
OS EGÍPCIOS E AS CIÊNCIAS PSÍQUICAS
As ciências psíquicas da atualidade eram familiares aos magnos sacerdotes dos templos. O destino e a comunicação dos mortos e a pluralidade das existências e dos mundos eram para eles, problemas solucionados e conhecidos. O estudo de suas artes pictóricas positivam a veracidade destas nossas afirmações. Num grande número de afrescos, apresenta-se o homem terrestre acompanhado do seu duplo espiritual. Os papiros nos falam de suas avançadas ciências nesse sentido, e, através deles, podem os egiptólogos modernos reconhecer que os iniciados sabiam da existência do corpo espiritual preexistente, que organiza o mundo das coisas e das formas. Seus conhecimentos, a respeito das energias solares com relação ao magnetismo humano, eram muito superiores aos da atualidade. Desses conhecimentos nasceram os processos de mumificação dos corpos, cujas fórmulas se perderam na indiferença e na inquietação dos outros povos.
Seus reis estavam tocados do mais alto grau de iniciação, enfeixando nas mãos todos os poderes espirituais e todos os conhecimentos sagrados. É por isso que a sua desencarnação provocava a concentração mágica de todas as vontades, no sentido de cercar-lhes o túmulo de veneração e de supremo respeito. Esse amor não se traduzia, apenas, nos atos solenes da mumificação. Também o ambiente dos túmulos era santificado por um estranho magnetismo. Os grandes diretores da raça, que faziam jus a semelhantes consagrações, eram considerados dignos de toda a paz no silêncio da morte.
Nessas saturações magnéticas, que ainda aí estão a desafiar milênios, residem as razões da tragédia amarga de Lord Carnarvon e de alguns dos seus companheiros que penetraram em primeiro lugar na câmara mortuária de Tut Ankh Amon, e ainda por isso é que, muitas vezes, nos tempos que correm, os aviadores ingleses observam o não funcionamento dos aparelhos radiofônicos, quando as suas máquinas de vôo atravessam a limitada atmosfera do vale sagrado.
AS PIRÂMIDES
A assistência carinhosa do Cristo não desamparou a marcha desse povo cheio de nobreza moral. Enviou-lhe auxiliares e mensageiros, inspirando-o nas suas realizações, que atravessaram todos os tempos provocando a admiração e o respeito da posteridade de todos os séculos.
Aquelas almas exiladas, que as mais interessantes características espirituais singularizam, conheceram, em tempo, que o seu degredo na Terra atingia o fim. Impulsionados pelas forças do Alto, os círculos iniciáticos sugerem a construção das grandes pirâmides, que ficariam como a sua mensagem eterna para as futuras civilizações do orbe. Esses grandiosos monumentos teriam duas finalidades simultâneas: representariam os mais sagrados templos de estudo e iniciação, ao mesmo tempo que constituiriam, para os pósteros, um livro do passado, com as mais singulares profecias em face das obscuridades do porvir.
Levantaram-se, dessarte, as grandes construções que assombram a engenharia de todos os tempos. Todavia, não é o colosso de seus milhões de toneladas de pedra nem o esforço hercúleo do trabalho de sua justaposição o que mais empolga e impressiona a quantos contemplam esses monumentos. As pirâmides revelam os mais extraordinários conhecimentos daquele conjunto de Espíritos estudiosos das verdades da vida. A par desses conhecimentos, encontram-se ali os roteiros futuros da Humanidade terrestre. Cada medida tem a sua expressão simbólica, relativamente ao sistema cosmogônico do planeta e à sua posição no sistema solar. Ali está o meridiano ideal, que atravessa mais continentes e menos oceanos, e através do qual se pode calcular a extensão das terras habitáveis pelo homem, a distância aproximada entre o Sol e a Terra, a longitude percorrida pelo globo terrestre sobre a sua órbita no espaço de um dia, a precessão dos equinócios, bem como muitas outras conquistas científicas que somente agora vêm sendo consolidadas pela moderna astronomia.
REDENÇÃO
Depois dessa edificação extraordinária, os grandes iniciados do Egito voltam ao plano espiritual, no curso incessante dos séculos. Com o seu regresso aos mundos ditosos da Capela, vão desaparecendo os conhecimentos sagrados dos templos tebanos, que, por sua vez, os receberam dos grandes sacerdotes de Mênfis. Aos mistérios de Ísis e de Osíris, sucedem-se os de Elêusis, naturalmente transformados nas iniciações da Grécia antiga.
Em algumas centenas de anos, reuniram-se de novo, nos planos espirituais, os antigos degredados, com a sagrada bênção do Cristo, seu patrono e salvador. A maioria regressa, então, ao sistema de Capela, onde os corações se reconfortam nos sagrados reencontros das suas afeições mais santas e mais puras, mas grande número desses Espíritos, estudiosos e abnegados, conservaram-se nas hostes de Jesus, obedecendo a sagrados imperativos do sentimento e, ao seu influxo divino, muitas vezes têm reencarnado na Terra, para desempenho de generosas e abençoadas missões.

Paz e amor...
Renato de Marchi V. Santos
sábado, 12 de maio de 2007
Mitologia Germânica e J R R Tolkien
Saudações, amantes do conhecimento!
A mitologia germânica é um campo vasto e bastante fértil para o mundo literário e para o mundo musical. Mas nos concentraremos na obra de Tolkien e veremos que grande parte da estrutura de seus livros são originadas em lendas da escandinávia. Temos:
1) O grande continente da Terra-Média, o mundo criado pelo escritor sul-africano, tem seu nome inspirado pelo mundo dos homens da mitologia, cujo nome é Midgard e que quer dizer, literalmente, Terra de Meio, ou Terra-Média (em Inglês Middle-Earth).
2) Povos lendários, como elfos, orcs, trolls e anões são criações germânicas.
3) O Um Anel, alusão ao conto do Anel dos Nibelungos, trazendo maldição a todos os que o tocam.
4) A espada de Aragorn (Nársil, quebrada e depois reforjada e rabatizada com o nome de Andúril) também é inspirada em elementos mitológicos. Ela é alusiva a Thyrfing, espada do deus Odin. Ela fragmentou-se em batalha e, reforjada por anões, foi dada ao herói Siegfried e rabatizada com nome de Balmung.
5) Sauron, antes dos acontecimentos descritos pelos hobbits em O Senhor dos Anéis, quando infiltrou-se entre os elfos e os auxiliou na criação dos anéis, comportou-se como Loki, disfarçando-se e manipulando a todos para que executassem seu desígnios.
Em breve trataremos de mais obras literárias e suas relações com mitologia e religiões.
Fiquem na paz e que o Senhor do Universo brilhe nas mentes e corações de todos!
Alessandro Basso
A mitologia germânica é um campo vasto e bastante fértil para o mundo literário e para o mundo musical. Mas nos concentraremos na obra de Tolkien e veremos que grande parte da estrutura de seus livros são originadas em lendas da escandinávia. Temos:
1) O grande continente da Terra-Média, o mundo criado pelo escritor sul-africano, tem seu nome inspirado pelo mundo dos homens da mitologia, cujo nome é Midgard e que quer dizer, literalmente, Terra de Meio, ou Terra-Média (em Inglês Middle-Earth).
2) Povos lendários, como elfos, orcs, trolls e anões são criações germânicas.
3) O Um Anel, alusão ao conto do Anel dos Nibelungos, trazendo maldição a todos os que o tocam.
4) A espada de Aragorn (Nársil, quebrada e depois reforjada e rabatizada com o nome de Andúril) também é inspirada em elementos mitológicos. Ela é alusiva a Thyrfing, espada do deus Odin. Ela fragmentou-se em batalha e, reforjada por anões, foi dada ao herói Siegfried e rabatizada com nome de Balmung.
5) Sauron, antes dos acontecimentos descritos pelos hobbits em O Senhor dos Anéis, quando infiltrou-se entre os elfos e os auxiliou na criação dos anéis, comportou-se como Loki, disfarçando-se e manipulando a todos para que executassem seu desígnios.
Em breve trataremos de mais obras literárias e suas relações com mitologia e religiões.
Fiquem na paz e que o Senhor do Universo brilhe nas mentes e corações de todos!
Alessandro Basso
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Ragnarök
A mitologia germânica acredita que chegará um dia em que tudo findará, tanto para os homens quanto para os deuses, este dia é chamado de Ragnarök, que significa “o destino dos deuses” e não “o crepúsculo dos deuses”, como ficou popularmente conhecido devido a música de Wagner. O fim do mundo será precedido pela era do machado e da espada. As armas serão empunhadas e destruídas; seguirão então a era do vento e a era do lobo antes da destruição inevitável do Ragnarök. Surgirá Fimbulvetr, um inverno tríplice, que despejará neve dos quatro cantos do céu, durante este período o sol não mostrará sua face e não trará sua alegria para a terra e seus habitantes. Outros três anos de inverno se seguirão sem que o verão apareça para aliviar seus rigores. Miðgarðr (Midgard) estará em guerra durante este tempo. E pai e filho lutarão um contra o outro, irmãos participarão de atos incestuosos, as mães abandonarão seus maridos e seduzirão seus próprios filhos, enquanto irmãos destroçam os corações um do outro. Neste período de guerra a própria terra ficará assustada e tremerá, montanhas e árvores tombarão, o mar sairá de seu leito, o céu se abrirá e as estrelas cairão, e os homens morrerão em grande número.
Os monstros se libertarão de suas amarras e a caçada irá começar. Fenrir se livrará de sua corrente e correrá pelo mundo arrastando suas mandíbulas pela terra e pelos céus. Jörmungandr, a serpente de Miðgarðr, se levantará e fará com que as águas inundem as costas, e expelirá seu veneno mortal em torno do mundo. No norte o navio Naglfar será solto de suas correntes. Loki escapará de sua prisão e se juntará aos inimigos dos deuses, liderando os filhos de Hel, navegando em um navio junto de uma tripulação de gigantes. No sul, os filhos de Muspellheimr serão liderados por Surt, o seu guardião, rodeados por chamas, irromperão pela ponte Bifröst que se romperá sob os cascos dos cavalos, e após a queda se dirigirão para Vigrid, o campo de batalha, onde aparecerão também Fenrir, a serpente de Miðgarðr, Loki e os seguidores de Hel bem como os Gigantes de Gelo.
Um homem e uma mulher buscarão abrigo sob os galhos de Yggdrasill, e estarão tremendo com os sons da guerra, assim como a terra. Heimdallr soará sua trombeta, Gjallar, que se fará ouvir nos Nove Mundos, alertando aos deuses e heróis do perigo. Óðinn (Odin) montará Sleipnir e irá consultar a cabeça de Mímir, a fim de se aconselhar sobre a ação a ser tomada, então chefiará os deuses para a batalha, onde atacará Fenrir e sucumbirá nas suas mandíbulas e será tragado por elas, mas será vingado por Víðar (Vidar), seu filho, que esmagará a mandíbula de Fenrir pisando-a com seu sapato, feito de pedaços de couro oferecidos aos deuses, então arrancará a mandíbula superior do lobo. Þórr (Thor) lutará bravamente com Jörmungandr e a matará, mas será sufocado pelo veneno expelido pela serpente moribunda. Týr, o deus da Guerra, lutará contra Garm, o cão de caça de Hel. Loki e Heimdallr se enfrentarão e serão mortos um pelo outro. Freyr, uma vez que entregou sua espada ao seu mensageiro Skinir, enfrentará Surt, e será morto por este. Então o guardião de Muspellheimr incendiará o Universo, e os nove mundos se tornarão um inferno ardente. Todos os deuses, desde os Æsir até os Vanir sucumbirão, bem como os habitantes dos reinos que jazem sob o grande Freixo. O universo será consumido pelas chamas, a terra afundada nos mares, e o tempo deixará de existir.
Porém, haverá um novo começo, a terra emergirá dos mares, os filhos dos Æsir e Vanir sobreviverão ao Ragnarök e se encontrarão em conselho na planície Ida, onde antes havia Ásgarðr (Asgard). Lá estarão Víðar e Vali, os filhos de Óðinn, e os filhos de Þórr, Magni e Modi, que herdarão o Mjöllnir, seu martelo mágico. O amado deus Baldr e seu irmão Hödr retornarão de Hel e se unirão aos outros, enquanto Hœnir predirá o que irá acontecer ao novo mundo. Os filho de Bor, Vili (Hœnir) será um dos sobreviventes, e governará o novo panteão dos deuses germânicos. Os deuses novos regentes reunirão e relembrarão as memórias do Ragnarök. Tesouros, que antes foram dos Æsir, serão encontrados nas planícies e serão admirados com surpresa. Gimlé alojará os deuses mais uma vez, em paz e generosidade.
Entretanto o bem e mal não deixarão de existir, em Niflheimr haverá uma região chamada Nastrond, a costa dos mortos. O dragão Níðhöggr (Nidhog) sobreviverá à destruição, e continuará roendo os corpos dos mortos. O homem e a mulher que buscaram abrigo sob Yggdrasill serão chamados de Liff e Liffþrasir (Liffthrassir), e se alimentarão com gotas do orvalho de Yggdrasill, e darão à luz a muitos filhos, que repovoarão a terra. Do grande Freixo novos raios de luz virão dos céus, de uma filha parida por Roðull (Rodull), antes do lobo engoli-la em seu crepúsculo no Ragnarök. A nova terra será fértil e produzirá seus frutos em abundância sem necessidade de esforço, trabalho ou preocupação. Embora o Cristianismo não seja mencionado, este conto implica a emergência de uma nova fé triunfante para uma humanidade recriada. É um drama de morte e ressurreição.
Referências Bibliográficas:
HOLLANDER, Lee M. (1928) The Poetic Edda, Texas University Press.
JACOBSEN, Bent Chr. ONP: A Dictionary of Old Norse Prose, página da web, endereço eletrônico: http://www.onp.hum.ku.dk/webmenue.htm
Lysator (1996-2003) Edda Sæmundar - in icelandic, In:_______Project Runeberg, página da web, endereço eletrônico: http://www.lysator.liu.se/runeberg/eddais/index2.html
_______ (1995-2003) Eddan. De nordiska guda- och hjältesångerna, In:_______Project Runeberg, página da web, endereço eletrônico: http://www.lysator.liu.se/runeberg/eddan/
STURLUSON, Snorri. (1993) Edda em prosa: textos da Mitologia Nórdica de Snorri Sturluson, tradução, apresentação e notas de Marcelo Magalhães Lima, Rio de Janeiro, Numen Editora. ISBN 85-7260-002-7
Fonte: http://valholl.hostmach.com.br/mitos_ragnarok.htm
Postado por Alessandro Basso
Os monstros se libertarão de suas amarras e a caçada irá começar. Fenrir se livrará de sua corrente e correrá pelo mundo arrastando suas mandíbulas pela terra e pelos céus. Jörmungandr, a serpente de Miðgarðr, se levantará e fará com que as águas inundem as costas, e expelirá seu veneno mortal em torno do mundo. No norte o navio Naglfar será solto de suas correntes. Loki escapará de sua prisão e se juntará aos inimigos dos deuses, liderando os filhos de Hel, navegando em um navio junto de uma tripulação de gigantes. No sul, os filhos de Muspellheimr serão liderados por Surt, o seu guardião, rodeados por chamas, irromperão pela ponte Bifröst que se romperá sob os cascos dos cavalos, e após a queda se dirigirão para Vigrid, o campo de batalha, onde aparecerão também Fenrir, a serpente de Miðgarðr, Loki e os seguidores de Hel bem como os Gigantes de Gelo.
Um homem e uma mulher buscarão abrigo sob os galhos de Yggdrasill, e estarão tremendo com os sons da guerra, assim como a terra. Heimdallr soará sua trombeta, Gjallar, que se fará ouvir nos Nove Mundos, alertando aos deuses e heróis do perigo. Óðinn (Odin) montará Sleipnir e irá consultar a cabeça de Mímir, a fim de se aconselhar sobre a ação a ser tomada, então chefiará os deuses para a batalha, onde atacará Fenrir e sucumbirá nas suas mandíbulas e será tragado por elas, mas será vingado por Víðar (Vidar), seu filho, que esmagará a mandíbula de Fenrir pisando-a com seu sapato, feito de pedaços de couro oferecidos aos deuses, então arrancará a mandíbula superior do lobo. Þórr (Thor) lutará bravamente com Jörmungandr e a matará, mas será sufocado pelo veneno expelido pela serpente moribunda. Týr, o deus da Guerra, lutará contra Garm, o cão de caça de Hel. Loki e Heimdallr se enfrentarão e serão mortos um pelo outro. Freyr, uma vez que entregou sua espada ao seu mensageiro Skinir, enfrentará Surt, e será morto por este. Então o guardião de Muspellheimr incendiará o Universo, e os nove mundos se tornarão um inferno ardente. Todos os deuses, desde os Æsir até os Vanir sucumbirão, bem como os habitantes dos reinos que jazem sob o grande Freixo. O universo será consumido pelas chamas, a terra afundada nos mares, e o tempo deixará de existir.
Porém, haverá um novo começo, a terra emergirá dos mares, os filhos dos Æsir e Vanir sobreviverão ao Ragnarök e se encontrarão em conselho na planície Ida, onde antes havia Ásgarðr (Asgard). Lá estarão Víðar e Vali, os filhos de Óðinn, e os filhos de Þórr, Magni e Modi, que herdarão o Mjöllnir, seu martelo mágico. O amado deus Baldr e seu irmão Hödr retornarão de Hel e se unirão aos outros, enquanto Hœnir predirá o que irá acontecer ao novo mundo. Os filho de Bor, Vili (Hœnir) será um dos sobreviventes, e governará o novo panteão dos deuses germânicos. Os deuses novos regentes reunirão e relembrarão as memórias do Ragnarök. Tesouros, que antes foram dos Æsir, serão encontrados nas planícies e serão admirados com surpresa. Gimlé alojará os deuses mais uma vez, em paz e generosidade.
Entretanto o bem e mal não deixarão de existir, em Niflheimr haverá uma região chamada Nastrond, a costa dos mortos. O dragão Níðhöggr (Nidhog) sobreviverá à destruição, e continuará roendo os corpos dos mortos. O homem e a mulher que buscaram abrigo sob Yggdrasill serão chamados de Liff e Liffþrasir (Liffthrassir), e se alimentarão com gotas do orvalho de Yggdrasill, e darão à luz a muitos filhos, que repovoarão a terra. Do grande Freixo novos raios de luz virão dos céus, de uma filha parida por Roðull (Rodull), antes do lobo engoli-la em seu crepúsculo no Ragnarök. A nova terra será fértil e produzirá seus frutos em abundância sem necessidade de esforço, trabalho ou preocupação. Embora o Cristianismo não seja mencionado, este conto implica a emergência de uma nova fé triunfante para uma humanidade recriada. É um drama de morte e ressurreição.
Referências Bibliográficas:
HOLLANDER, Lee M. (1928) The Poetic Edda, Texas University Press.
JACOBSEN, Bent Chr. ONP: A Dictionary of Old Norse Prose, página da web, endereço eletrônico: http://www.onp.hum.ku.dk/webmenue.htm
Lysator (1996-2003) Edda Sæmundar - in icelandic, In:_______Project Runeberg, página da web, endereço eletrônico: http://www.lysator.liu.se/runeberg/eddais/index2.html
_______ (1995-2003) Eddan. De nordiska guda- och hjältesångerna, In:_______Project Runeberg, página da web, endereço eletrônico: http://www.lysator.liu.se/runeberg/eddan/
STURLUSON, Snorri. (1993) Edda em prosa: textos da Mitologia Nórdica de Snorri Sturluson, tradução, apresentação e notas de Marcelo Magalhães Lima, Rio de Janeiro, Numen Editora. ISBN 85-7260-002-7
Fonte: http://valholl.hostmach.com.br/mitos_ragnarok.htm
Postado por Alessandro Basso
domingo, 22 de abril de 2007
Mitologia Celta - Deuses e Personagens
Abnoba - Deusa da Floresta negra (Forêt-Noire, Schwarzwald).
Aine - Deusa do amor e da fertilidade.
Andrasta - Deusa guerreira. Aparece com a rainha Budica. Tinha um esposo de que foi identificado com Marte (deus da guerra) romano.
Angus Mac Og - Deus da Juventude, do Amor e da Beleza na Irlanda Antiga. Um dos Tuatha de Dannan, Angus possuía uma harpa dourada que produzia música de irresistível doçura. Os seus beijos transformavam-se em pássaros que transportavam mensagens de amor.
Anu / Annan / Dana / Dannan - Deusa Mãe, da Abundância, sendo a maior de todas as deusas do panteão irlandês. Aspecto virginal da Deusa Tríplice, formada com Badb e Macha, guardiã do gado e da saúde. Deusa da Fertilidade, da Prosperidade e do Conforto.
Arawn - Regente do Inferno, Annwn, o Submundo na tradição galesa. Representa a vingança, o terror, a guerra.
Arianrhod - Seu nome significa Roda de Prata ou Grande Mãe Frutuosa. Arianrhod é a Face Mãe da Deusa Tríplice para os povo de Gales. Honrada em especial na Lua Cheia, ela é a guardiã da Roda de Prata, símbolo do tempo e do karma. Senhora da Reencarnação.
Arduina - Deusa de Ardennes. Foi identificada pelos romanos como Diana, a Ártemis grega.
Badb - Seu nome, que se pronuncia Baid, foi traduzido como Corvo de Batalha, ou Gralha Escaldada, que representaria o caldeirão da vida, conhecido em Gales como "Cauth Bodva". Badb, deusa da Guerra, é esposa de Net, também deus da Guerra. Irmã de Macha, a Morrigu, e de Anu. Aspecto Maternal da Deusa Tríplice irlandesa. Associada ao caldeirão, aos corvos e às gralhas, Badb rege a vida, a sabedoria, a inspiração e a iluminação.
Balor - Gigante irlandês de "mau olho"; tinha as pálpebras caídas sobre os olhos e era mister um forcado para erguê-las; seu congênere gaulês chamava-se Yspaddaden.
Banba, Eriu e Fodla - Trio de deusas filhas de Fiachna que personificam o Espírito da Irlanda.
Bel / Belenus / Belenos / Belimawr - Seu nome significa "brilhante", sendo o Deus do Sol e do Fogo dos irlandeses. Belenos dá seu nome ao festival de Beltane, ou Beltain, festa de purificação e fertilidade comemorada em 1 de maio no hemisfério norte. Belenos era ainda ligado à ciência, cura, fontes térmicas, fogo, sucesso, prosperidade, colheita e à vegetação.
Blodeuwedd - Seu nome foi traduzido como "flor branca", sendo representada, muitas vezes, com um lírio branco nas cerimônias de iniciação celtas de Gales. Criada por Math e Gwydion, o Druida, para ser esposa de Lleu, foi transformada em coruja por causa do seu adultério e da conspiração para a morte do marido. Aspecto virginal da Deusa Tríplice dos galeses, Blodeuwed tinha por símbolo uma coruja. Seu domínio é o das flores, sabedoria, mistérios lunares e iniciações.
Boann -Deusa da água e da fertilidade, seu animal sagrado é a vaca branca. Branwen - Irmã de Bran e esposa do rei irlandês Matholwch. Vênus dos Mares do Norte, filha de Llyr, uma das três matriarcas da Grã-Bretanha. Branwen é chamada Dama do Lago, sendo a deusa do amor e da beleza no panteão galês.
Brigit - Irmã do deus Oengus, o Cupido irlandês, divindade do amor. Brigit é uma deusa tríplice, a menos que haja três irmãs com o mesmo nome. É venerada pelos poetas, ferreiros e pelos médicos. Enquanto deusa das estações do ano, seu culto se celebrava no primeiro dia de fevereiro, dia do Imbolc, a grande festa de purificação. Brighid Deusa da fertilidade, cura, poesia e patrona do trabalho em metal e das artes marciais. É também a Deusa do Fogo Sagrado de Kildare e a Donzela Branca da Deusa Tripla. Sua árvore sagrada é o carvalho. Ela era uma deusa tão importante e amada que depois do Cristianismo tornou-se Santa Brighid (Santa Brígida). Também é membro da Tuatha De Danaan.
Bron - O deus marítimo Llyr teve dois filhos: Bron ou Brân (Bron é irlandês e Brân é gaulês) e Manannân ou Manawydan. Brân era um enorme gigante que nehum palácio ou nenhum navio podia abrigar; atravessou a vau o mar da Irlanda para combater e destruir um rei e seu exército; estendido através de um rio, seu corpo gigantesco serviu de ponte para o exército passar. Possuia uma caldeirinha mágica com a qual ressucitava os mortos. Harpista e músico, era o protetor dos fili e dos bardos. Rei das regiões infernais, lutou para defender os tesouros mágicos que o filho de Dôn queria roubar. Ferido por uma flecha envenenada, ordenou que lhe cortassem a cabeça, a fim de abreviar seu sofrimento; a esta cabeça decepada continuava a dar ordens e conversar durante 87 anos, que tantos foram necessários para levar o corpo à sepultura, uma colina de Londres. A cabeça cortada de Brân, voltada para o sul, prevenia a ilha de toda invasão; o rei Artur, imprudente, mandou exumá-la, tornando possível a conquista da saxônia.
Cernunnos - Seu nome deve ser pronunciado como se tivesse um "k": kernunnos. Deus Cornudo, Consorte da Grande Mãe, deus da Natureza, Senhor do Mundo. Comumente representado por um homem sentado na posição de lótus, cabelo comprido e encaracolado, de barba, nú, usando apenas um torque (colar celta) ao pescoço, ou ainda por um homem de chifres, sendo, por isso, erroneamente comparado ao diabo dos cristãos. Os seus símbolos eram o veado, o carneiro, o touro e a serpente. Deus da virilidade, fertilidade, animais, amor físico, natureza, bosques, reencarnação, riqueza, comércio e dos guerreiros.
Cerridwen / Ceridwen / Caridwen - Deusa da Lua do panteão galês, sendo chamada de Grande Mãe e A Senhora. Deusa da natureza, Cerridwen era esposa do gigante Tegid e mãe de uma linda donzela, Creirwy, e de um feio rapaz, Avagdu. Os bardos galeses chamavam a si mesmos de Cerddorion, filhos de Cerridwen. Há uma lenda que diz que o grande bardo Taliesin, druida da corte do rei Arthur, nascera de Cerridwen e se tornara grande mago após tomar algumas gotas de uma poderosa poção de inspiração que Cerridwen preparava no seu caldeirão. Cerridwen é ainda a deusa da Morte, da fertilidade, da regeneração, da inspiração, magia, astrologia, ervas, poesia, encantamentos e conhecimento.
Cliodna -Deusa da beleza e do Outro mundo, mais tarde se tornou uma Rainha-fada.
Creidhne, Goibhniu e Luichtanel- Deuses do trabalho em metal e das artes manuais da Tuatha De Danaan.
Cuchulainn - As aventuras de Cuchulainn (diz-se Cu-hu-lim) constituem a epopéia principal do ciclo heróico de Ulster. Ao nascer, chamava-se Setanta; era filho de Dechtiré, irmã do rei Conchobar, casada com Sualtan, o profeta. Seu pais verdadeiro, porém, era o deus Lug, mito solar dos Tuatha Dê Danann. Foi criado entre os demais filhos dos vassalos e guerreiros do rei. Com sete anos matou o terrível cão de guarda de Culann, chefe dos ferreiros de Ulster; vem daí o nome Cuchulainn, "Cão de Culann". O menino possuia uma força incrível e, quando dominado pela ira, lançava calor intenso e suas feições transformavam-se, pavorosamente. Algum tempo depois de matar o cão, massacrou três guerreiros mágicos gigantes, que tinham desafiado os nobres do Ramo Vermelho (uma milícia ou ordem primitiva de cavaleria de Usler, provavelmente). Depois, mandam-no para Scâthach, a Rainha das Trevas, epônima da ilha Skye, onde conclui sua educação. A feiticeira ensina a ele a arte da magia. Antes de voltar para casa, decide matar uma inimiga de sua professora, a amazona Aiffé, uma mortal. Não só a derrota mas deixa-a grávida. Volta, assim, para Ulster, munido de armas prodigiosas. Pouco tempo passado, se apaixona por Emer (diz-se Avair), filha de Forgall Manach, mágico poderoso. Este não permite o relacionamento; Cuchulainn, então, rapta-a, depois de ter matado toda a guarnição e o pai da moça. Neste período é que as grandes batalhas e aventuras tomam lugar.
Dagda - O "Deus Eficaz", é o nome pelo qual era chamado o deus-chefe Eochaid Ollathair. Dagda era bom para tudo: dos mágicos é o primeiro e o mais poderoso, temível guerreiro, habilíssimo artífice e o mais esperto de todos quantos "possuem a vida e a morte". Possui uma caldeirinha mágica que pode alimentar todos os homens da terra. Chama as estações do ano tocando sua harpa divina. Veste uma túnica curta e traz na cabeça um capuz. É o senhor da vida e da morte, dispersador da abundância.
Dama Branca - Conhecida em todos os países celtas, era identificada como Macha, Rainha dos Mortos, a forma idosa da Deusa. Simbolizava a morte e a destruição. Algumas lendas chamam-na de Banshee, aquela que traz a morte.
Danu / Dana / Dannan - Principal Deusa Mãe dos irlandeses, às vezes identificada com Anu. Mãe dos Tuatha de Dannan, Povo de Dana, o Povo Mágico, descendente dos deuses, que se escondeu com a chegada dos cristãos às terras celtas. Outro aspecto da Morrigu, Danu é a patrona dos feiticeiros, dos rios, das águas, dos poços, da prosperidade e abundância, da sabedoria e da magia.
Dian Cecht -Deus da cura, parte da Tuatha De Danaan
Druantia - "Rainha dos Druidas", deusa ligada à fertilidade, às atividades sexuais, às árvores, à proteção, ao conhecimento e à criatividade.
Druidas - Diz-se que eram a casta sacerdotal dos antigos celtas. Se por sacerdotes se designam pessoas especialmente consagradas, com caráter profissional, para executarem ritos religiosos e culturais, nomeadamente o ato do sacrifício, em nome da comunidade ou em seu nome próprio então eles não foram sacerdotes. Se o tivesse sido, então encontrá-los-íamos, certamente, ocupando lugar de destaque entre os celtas da Itália, Espanha, etc. Nessas regiões, porém, os druidas diferem radicalmente dos da Gália ou Irlanda. O nome "druida" é derivado de duas raízes, dru e vid; justos, significariam "aqueles que têm o conhecimento profundo ou completo"; ou seja, eram "mestres" ou "filósofos". Formavam uma ordem e não uma casta. Dividiam-se em três classes: os druidas propriamente ditos, possessores do extremo poder que, mais tarde, cederam aos brenns (daí o nome que os romanos davam ao general celta que invadiu a Itália e conquistou Roma, Breno), "os chefes" ou "generais guerreiros"; os eubages, advinhos e sacrificadores; e os bardos, que cantavam hinos e celebravam as façanhas dos heróis. Os druidas acreditavam na imortalidade da alma e na metempsicose (metamorfose do homem em animal. Cabe citar quetodos os xamãs espalhados pelo mundo, assim como diversos teurgos também acreditavam nisso); cultuavam vários deuses, mas não possuíam templos: reuniam-se nas florestas sombrias; sua assembléia geral era perto de Dreux; nas grandes calamidades imolavam vítimas humanas. O druidismo atribuia virtudes a certas plantas, à verbena, à selagina, ao sâmolo e, especialmente, ao agárico ou, melhor, ao visco ou visgo (que era cortado, em certos dias, com grandes cerimônias, sobre velhos carvalhos). Eram médicos, astrônomos, físicos e conselheiros. As druidesas, feiticeiras e profetisas, tinham seu principal santuário na ilha do Sena.
Dylan - Filho da Onda, Dylan era o deus do mar para os antigos galeses, sendo filho de Gwydion e Arianrhod. Seu símbolo era um peixe prateado.
Elaine - Aspecto virginal da Deusa no panteão galês.
Épona - "A Cavaleira" ou "A Amazona". É representada sempre a cavalo, sentada de lado, como as amazonas do século passado; na cabeça tras um diadema; ao seu lado vê-se uma jumenta ou um poldro, que, às vezes, é alimetado pela deusa. Seus atributos eram a cornucópia, uma pátera e frutos. Presidia, também, à fecundidade do solo, fertilizado pelas águas.
Eriu / Erin - Filha do Dagda, Erin era uma das três rainhas dos Tuatha de Dannan da Irlanda.
Fionn - Chefe dos Fionna de Leinster, o herói Fionn ou Fionn mac Cumhail é o fanfarrão que mata monstros também sendo um mágico. Vive de aventuras, é desconfiado e astucioso. É filho de Ossian e avô de Oscar; são seus inimigos Goll e seu irmão Conan. Seu nome significa "Branco" ou "Louro". Morreu em uma batalha, em Ghabra.
Flidais - Deusa da floresta, dos bosques e criaturas selvagens do povo irlandês. Viajava numa carruagem puxada por veados e tinha a capacidade de mudar de forma.
Goibniu / Gofannon / Govannon - Era o Grande Ferreiro do povo irlandês, semelhante a Vulcano. Foi ele quem forjou todas as armas dos Tuatha de Dannan. Estas armas sempre atingiam o alvo e toda ferida provocada por elas era fatal. Deus dos ferreiros, dos fabricantes de armas, da ourivesaria, fabricação da cerveja, fogo e trabalho com metais em geral. Gwydion - O Grande Druida dos galeses. Feiticeiro e bardo do Norte de Gales, seu símbolo era um cavalo branco. Rege a ilusão, as mudanças, a magia, o céu e as curas. Gwynn ap Nud - Rei das fadas e do submundo na tradição galesa.
Gwythyr - Oposto de Gwynn ap Nud, Gwythyr era o senhor do mundo superior, também no folclore galês.
Herne - O Caçador, era associado a Cernunnos, o Deus Cornudo, e acabou sendo, também, associado à floresta de Windsor.
Homem Verde (Green Man) - O Homem Verde tinha os mesmos atributos de Cernunnos, sendo igualmente uma divindade cornuda que habitava as florestas. Deus dos bosques, seu nome, em galês antigo, é Arddhu (O Escuro) ou Atho.
Llyr / Lear / Lir - No folclore galo-irlandês, Llyr era o deus do mar e da água, sendo considerado, ainda, senhor do mundo subterrâneo. Llyr era pai de Manawyddan, de Bran e de Branwen.
Lugh / Luga / Lamhfada / Llew / Lug / Lug Samildanach / Llew Llaw Gyffes / Lleu / Lugos - Na Irlanda e em Gales, Lugh era chamando O Brilhante. Deus do Sol e da guerra, era associado aos corvos, tendo por símbolo, em Gales, um veado branco. Sua festividade é Lughnasadh, outra festa da colheita. Era filho de Cian e de Ethniu. Tinha uma espada e uma funda mágica. Lugh era carpinteiro, pedreiro, ferreiro, harpista, poeta, druida, médico e ourives. Seu domínio incluía a magia, o comércio, a reencarnação, o relâmpago, a água, as artes e ofícios em geral, viagens, curas e profecias.
Macha - O Corvo. Rainha da Vida e da Morte no panteão irlandês. Um dos aspectos da Morrigu, era reverenciada também em Lughnasadh. Após uma batalha, os irlandeses cortavam as cabeças dos vencidos e ofereciam a Macha, sendo este costume chamado de A Colheita de Macha. Deusa protetora da guerra, e da paz, Macha regia também a astúcia, a força física, a sexualidade, a fertilidade e o domínio sobre os machos.
Manannan mac Lir / Manawyddan ap Llyr / Manawydden - Filho do deus do mar, Llyr, era homenageado como uma das principais divindades do mar pelos irlandeses. Reverenciado ainda como protetor dos navegadores, deus das tempestades, da fertilidade, da navegação, dos mercadores e do comércio. Tinha uma armadura mágica que se dizia ser impenetrável.
Math Mathonwy - Deus da feitiçaria, da magia e do encantamento no folclore galês.
Merlin / Merddin / Myrddin - Figura já conhecida do círculo da mitologia arturiana, este era o Grande Feiticeiro, o Druida Supremo dos galeses. Dizia-se que aprendeu sua magia (que não era pouca) com a própria Deusa, sob os nomes de Morgana, Viviane, Nimue ou Rainha Mab. A tradição diz que Merlin dorme numa caverna de cristal depois de enganado por um encantamento de Nimue. Merlin era o senhor da ilusão, da profecia, da adivinhação, das previsões, dos artesãos e ferreiros. Diz-se ainda que tinha grande habilidade de mudar de forma.
Morrigu / Morrigan / Morrighan / Morgan - A Morrigu era tida como a Grande Rainha, Senhora Suprema da Guerra, Rainha dos Fantasmas e Rainha Espectro, pois possuía uma forma mutável. Reinava sobre os campos de batalha, ajudando com sua magia. Representa o aspecto idoso da Deusa Tríplice, sendo associada aos corvos e gralhas. Patrona das sacerdotisas e feiticeiras.
Nechtan -Deus da água cujo poço sagrado era uma fonte de sabedoria.
Nuada / Nuda / Nodons / Nodens / Lud / Llud Llaw Ereint - No folclore galo-irlandês, era reverenciado como o senhor dos deuses, como Júpiter. Possuía uma espada invencível, guardada pelos Tuatha de Dannan. Nuada era o deus da cura, da água, dos oceanos, da pesca, da navegação, dos carpinteiros, ferreiros, harpistas, poetas e narradores de histórias.
Oenghus- O belo deus da juventude e do amor, seus beijos se tornavam pássaros.
Ogma / Oghma / Ogmios / Grianainech / Cermait - Herói semelhante a Hércules, Ogma tinha uma enorme maça com a qual defendia seu povo, os Tuatha de Dannan, sendo eleito seu campeão. A tradição diz que foi ele quem inventou o alfabeto ogham, utilizado pelos antigos druidas, baseado em árvores consideradas mágicas. Ogma rege a eloquência, os poetas, escritores, a inspiração, a força física, a linguagem, a literatura, as artes, a música e a reencarnação.
Ossian - Era filho de Finn. É, certamente, a mais importante personagem do ciclo feniano ou de Ossian. Quando foi da derrota de Gabhra, escapou graças à deusa-fada Niamh, que conduziu sua barca de vidro para Tir na n-Og, o paraíso céltico. Passou lá 300 anos de juventude, enquanto o tempo e os reinos (e os reis) passavam na terra. No fim desse tempo quis retornar à face da terra. Niamh lhe confia a montaria mágica que ela mesma usava, recomendando-lhe que não pusesse o pé em terra. Ossian, entretanto, cai da montaria e bate no solo terrestre e quando ergue-se, custosamente, era um velho fraco e cego.
Rhiannon - Grande rainha dos galeses, Rhiannon era a protetora dos cavalos e das aves. Rege os encantamentos, a fertilidade e o submundo. Aparece sempre montando um veloz cavalo branco.
Scathach / Scota / Scatha / Scath - Seu nome traduzia-se como A Sombra, Aquela que combate o medo. Deusa do submundo, Scath era a deusa da escuridão, aspecto destruidor da Senhora. Mulher guerreira e profetisa que viveu em Albion, na Escócia, e que ensinava artes marciais para os guerreiros que tinham coragem suficiente para treinar com ela, pois era tida como dura e impiedosa. Não foi à toa que o adestramento do herói Cu Chulainn foi levado a cabo por ela mesma, considerada a maior guerreira de toda a Irlanda. Scath era ainda a patrona dos ferreiros, das curas, magia, profecia e artes marciais.
Taliesin - Taliesin o Bardo, foi o druida chefe da corte de Arthur, um dos maiores reis da Inglaterra. Dominava a arte da escrita, a poesia, a sabedoria, a magia e a música. Taliesin é tido como patrono dos druidas, bardos e menestréis.
Tuatha De Danaan- Raça irlandesa de deuses, descendentes de Danu. São mestres da magia e vivem em um mundo subterrâneo, aonde são invisíveis.
Tricéfalo - É uma personagem com três cabeças ou com três rostos. Em uma estela encontrada em La Malmaison o Tricéfalo domina o par divino formado por Mercúrio e Rosmerta. Era apenas uma representação do deus que os romanos identificaram ao seu Mercúrio. A multiplicação das cabeças seria a forma prática de multiplicar o poder da divindade.
Postado por Alessandro Basso
Aine - Deusa do amor e da fertilidade.
Andrasta - Deusa guerreira. Aparece com a rainha Budica. Tinha um esposo de que foi identificado com Marte (deus da guerra) romano.
Angus Mac Og - Deus da Juventude, do Amor e da Beleza na Irlanda Antiga. Um dos Tuatha de Dannan, Angus possuía uma harpa dourada que produzia música de irresistível doçura. Os seus beijos transformavam-se em pássaros que transportavam mensagens de amor.
Anu / Annan / Dana / Dannan - Deusa Mãe, da Abundância, sendo a maior de todas as deusas do panteão irlandês. Aspecto virginal da Deusa Tríplice, formada com Badb e Macha, guardiã do gado e da saúde. Deusa da Fertilidade, da Prosperidade e do Conforto.
Arawn - Regente do Inferno, Annwn, o Submundo na tradição galesa. Representa a vingança, o terror, a guerra.
Arianrhod - Seu nome significa Roda de Prata ou Grande Mãe Frutuosa. Arianrhod é a Face Mãe da Deusa Tríplice para os povo de Gales. Honrada em especial na Lua Cheia, ela é a guardiã da Roda de Prata, símbolo do tempo e do karma. Senhora da Reencarnação.
Arduina - Deusa de Ardennes. Foi identificada pelos romanos como Diana, a Ártemis grega.
Badb - Seu nome, que se pronuncia Baid, foi traduzido como Corvo de Batalha, ou Gralha Escaldada, que representaria o caldeirão da vida, conhecido em Gales como "Cauth Bodva". Badb, deusa da Guerra, é esposa de Net, também deus da Guerra. Irmã de Macha, a Morrigu, e de Anu. Aspecto Maternal da Deusa Tríplice irlandesa. Associada ao caldeirão, aos corvos e às gralhas, Badb rege a vida, a sabedoria, a inspiração e a iluminação.
Balor - Gigante irlandês de "mau olho"; tinha as pálpebras caídas sobre os olhos e era mister um forcado para erguê-las; seu congênere gaulês chamava-se Yspaddaden.
Banba, Eriu e Fodla - Trio de deusas filhas de Fiachna que personificam o Espírito da Irlanda.
Bel / Belenus / Belenos / Belimawr - Seu nome significa "brilhante", sendo o Deus do Sol e do Fogo dos irlandeses. Belenos dá seu nome ao festival de Beltane, ou Beltain, festa de purificação e fertilidade comemorada em 1 de maio no hemisfério norte. Belenos era ainda ligado à ciência, cura, fontes térmicas, fogo, sucesso, prosperidade, colheita e à vegetação.
Blodeuwedd - Seu nome foi traduzido como "flor branca", sendo representada, muitas vezes, com um lírio branco nas cerimônias de iniciação celtas de Gales. Criada por Math e Gwydion, o Druida, para ser esposa de Lleu, foi transformada em coruja por causa do seu adultério e da conspiração para a morte do marido. Aspecto virginal da Deusa Tríplice dos galeses, Blodeuwed tinha por símbolo uma coruja. Seu domínio é o das flores, sabedoria, mistérios lunares e iniciações.
Boann -Deusa da água e da fertilidade, seu animal sagrado é a vaca branca. Branwen - Irmã de Bran e esposa do rei irlandês Matholwch. Vênus dos Mares do Norte, filha de Llyr, uma das três matriarcas da Grã-Bretanha. Branwen é chamada Dama do Lago, sendo a deusa do amor e da beleza no panteão galês.
Brigit - Irmã do deus Oengus, o Cupido irlandês, divindade do amor. Brigit é uma deusa tríplice, a menos que haja três irmãs com o mesmo nome. É venerada pelos poetas, ferreiros e pelos médicos. Enquanto deusa das estações do ano, seu culto se celebrava no primeiro dia de fevereiro, dia do Imbolc, a grande festa de purificação. Brighid Deusa da fertilidade, cura, poesia e patrona do trabalho em metal e das artes marciais. É também a Deusa do Fogo Sagrado de Kildare e a Donzela Branca da Deusa Tripla. Sua árvore sagrada é o carvalho. Ela era uma deusa tão importante e amada que depois do Cristianismo tornou-se Santa Brighid (Santa Brígida). Também é membro da Tuatha De Danaan.
Bron - O deus marítimo Llyr teve dois filhos: Bron ou Brân (Bron é irlandês e Brân é gaulês) e Manannân ou Manawydan. Brân era um enorme gigante que nehum palácio ou nenhum navio podia abrigar; atravessou a vau o mar da Irlanda para combater e destruir um rei e seu exército; estendido através de um rio, seu corpo gigantesco serviu de ponte para o exército passar. Possuia uma caldeirinha mágica com a qual ressucitava os mortos. Harpista e músico, era o protetor dos fili e dos bardos. Rei das regiões infernais, lutou para defender os tesouros mágicos que o filho de Dôn queria roubar. Ferido por uma flecha envenenada, ordenou que lhe cortassem a cabeça, a fim de abreviar seu sofrimento; a esta cabeça decepada continuava a dar ordens e conversar durante 87 anos, que tantos foram necessários para levar o corpo à sepultura, uma colina de Londres. A cabeça cortada de Brân, voltada para o sul, prevenia a ilha de toda invasão; o rei Artur, imprudente, mandou exumá-la, tornando possível a conquista da saxônia.
Cernunnos - Seu nome deve ser pronunciado como se tivesse um "k": kernunnos. Deus Cornudo, Consorte da Grande Mãe, deus da Natureza, Senhor do Mundo. Comumente representado por um homem sentado na posição de lótus, cabelo comprido e encaracolado, de barba, nú, usando apenas um torque (colar celta) ao pescoço, ou ainda por um homem de chifres, sendo, por isso, erroneamente comparado ao diabo dos cristãos. Os seus símbolos eram o veado, o carneiro, o touro e a serpente. Deus da virilidade, fertilidade, animais, amor físico, natureza, bosques, reencarnação, riqueza, comércio e dos guerreiros.
Cerridwen / Ceridwen / Caridwen - Deusa da Lua do panteão galês, sendo chamada de Grande Mãe e A Senhora. Deusa da natureza, Cerridwen era esposa do gigante Tegid e mãe de uma linda donzela, Creirwy, e de um feio rapaz, Avagdu. Os bardos galeses chamavam a si mesmos de Cerddorion, filhos de Cerridwen. Há uma lenda que diz que o grande bardo Taliesin, druida da corte do rei Arthur, nascera de Cerridwen e se tornara grande mago após tomar algumas gotas de uma poderosa poção de inspiração que Cerridwen preparava no seu caldeirão. Cerridwen é ainda a deusa da Morte, da fertilidade, da regeneração, da inspiração, magia, astrologia, ervas, poesia, encantamentos e conhecimento.
Cliodna -Deusa da beleza e do Outro mundo, mais tarde se tornou uma Rainha-fada.
Creidhne, Goibhniu e Luichtanel- Deuses do trabalho em metal e das artes manuais da Tuatha De Danaan.
Cuchulainn - As aventuras de Cuchulainn (diz-se Cu-hu-lim) constituem a epopéia principal do ciclo heróico de Ulster. Ao nascer, chamava-se Setanta; era filho de Dechtiré, irmã do rei Conchobar, casada com Sualtan, o profeta. Seu pais verdadeiro, porém, era o deus Lug, mito solar dos Tuatha Dê Danann. Foi criado entre os demais filhos dos vassalos e guerreiros do rei. Com sete anos matou o terrível cão de guarda de Culann, chefe dos ferreiros de Ulster; vem daí o nome Cuchulainn, "Cão de Culann". O menino possuia uma força incrível e, quando dominado pela ira, lançava calor intenso e suas feições transformavam-se, pavorosamente. Algum tempo depois de matar o cão, massacrou três guerreiros mágicos gigantes, que tinham desafiado os nobres do Ramo Vermelho (uma milícia ou ordem primitiva de cavaleria de Usler, provavelmente). Depois, mandam-no para Scâthach, a Rainha das Trevas, epônima da ilha Skye, onde conclui sua educação. A feiticeira ensina a ele a arte da magia. Antes de voltar para casa, decide matar uma inimiga de sua professora, a amazona Aiffé, uma mortal. Não só a derrota mas deixa-a grávida. Volta, assim, para Ulster, munido de armas prodigiosas. Pouco tempo passado, se apaixona por Emer (diz-se Avair), filha de Forgall Manach, mágico poderoso. Este não permite o relacionamento; Cuchulainn, então, rapta-a, depois de ter matado toda a guarnição e o pai da moça. Neste período é que as grandes batalhas e aventuras tomam lugar.
Dagda - O "Deus Eficaz", é o nome pelo qual era chamado o deus-chefe Eochaid Ollathair. Dagda era bom para tudo: dos mágicos é o primeiro e o mais poderoso, temível guerreiro, habilíssimo artífice e o mais esperto de todos quantos "possuem a vida e a morte". Possui uma caldeirinha mágica que pode alimentar todos os homens da terra. Chama as estações do ano tocando sua harpa divina. Veste uma túnica curta e traz na cabeça um capuz. É o senhor da vida e da morte, dispersador da abundância.
Dama Branca - Conhecida em todos os países celtas, era identificada como Macha, Rainha dos Mortos, a forma idosa da Deusa. Simbolizava a morte e a destruição. Algumas lendas chamam-na de Banshee, aquela que traz a morte.
Danu / Dana / Dannan - Principal Deusa Mãe dos irlandeses, às vezes identificada com Anu. Mãe dos Tuatha de Dannan, Povo de Dana, o Povo Mágico, descendente dos deuses, que se escondeu com a chegada dos cristãos às terras celtas. Outro aspecto da Morrigu, Danu é a patrona dos feiticeiros, dos rios, das águas, dos poços, da prosperidade e abundância, da sabedoria e da magia.
Dian Cecht -Deus da cura, parte da Tuatha De Danaan
Druantia - "Rainha dos Druidas", deusa ligada à fertilidade, às atividades sexuais, às árvores, à proteção, ao conhecimento e à criatividade.
Druidas - Diz-se que eram a casta sacerdotal dos antigos celtas. Se por sacerdotes se designam pessoas especialmente consagradas, com caráter profissional, para executarem ritos religiosos e culturais, nomeadamente o ato do sacrifício, em nome da comunidade ou em seu nome próprio então eles não foram sacerdotes. Se o tivesse sido, então encontrá-los-íamos, certamente, ocupando lugar de destaque entre os celtas da Itália, Espanha, etc. Nessas regiões, porém, os druidas diferem radicalmente dos da Gália ou Irlanda. O nome "druida" é derivado de duas raízes, dru e vid; justos, significariam "aqueles que têm o conhecimento profundo ou completo"; ou seja, eram "mestres" ou "filósofos". Formavam uma ordem e não uma casta. Dividiam-se em três classes: os druidas propriamente ditos, possessores do extremo poder que, mais tarde, cederam aos brenns (daí o nome que os romanos davam ao general celta que invadiu a Itália e conquistou Roma, Breno), "os chefes" ou "generais guerreiros"; os eubages, advinhos e sacrificadores; e os bardos, que cantavam hinos e celebravam as façanhas dos heróis. Os druidas acreditavam na imortalidade da alma e na metempsicose (metamorfose do homem em animal. Cabe citar quetodos os xamãs espalhados pelo mundo, assim como diversos teurgos também acreditavam nisso); cultuavam vários deuses, mas não possuíam templos: reuniam-se nas florestas sombrias; sua assembléia geral era perto de Dreux; nas grandes calamidades imolavam vítimas humanas. O druidismo atribuia virtudes a certas plantas, à verbena, à selagina, ao sâmolo e, especialmente, ao agárico ou, melhor, ao visco ou visgo (que era cortado, em certos dias, com grandes cerimônias, sobre velhos carvalhos). Eram médicos, astrônomos, físicos e conselheiros. As druidesas, feiticeiras e profetisas, tinham seu principal santuário na ilha do Sena.
Dylan - Filho da Onda, Dylan era o deus do mar para os antigos galeses, sendo filho de Gwydion e Arianrhod. Seu símbolo era um peixe prateado.
Elaine - Aspecto virginal da Deusa no panteão galês.
Épona - "A Cavaleira" ou "A Amazona". É representada sempre a cavalo, sentada de lado, como as amazonas do século passado; na cabeça tras um diadema; ao seu lado vê-se uma jumenta ou um poldro, que, às vezes, é alimetado pela deusa. Seus atributos eram a cornucópia, uma pátera e frutos. Presidia, também, à fecundidade do solo, fertilizado pelas águas.
Eriu / Erin - Filha do Dagda, Erin era uma das três rainhas dos Tuatha de Dannan da Irlanda.
Fionn - Chefe dos Fionna de Leinster, o herói Fionn ou Fionn mac Cumhail é o fanfarrão que mata monstros também sendo um mágico. Vive de aventuras, é desconfiado e astucioso. É filho de Ossian e avô de Oscar; são seus inimigos Goll e seu irmão Conan. Seu nome significa "Branco" ou "Louro". Morreu em uma batalha, em Ghabra.
Flidais - Deusa da floresta, dos bosques e criaturas selvagens do povo irlandês. Viajava numa carruagem puxada por veados e tinha a capacidade de mudar de forma.
Goibniu / Gofannon / Govannon - Era o Grande Ferreiro do povo irlandês, semelhante a Vulcano. Foi ele quem forjou todas as armas dos Tuatha de Dannan. Estas armas sempre atingiam o alvo e toda ferida provocada por elas era fatal. Deus dos ferreiros, dos fabricantes de armas, da ourivesaria, fabricação da cerveja, fogo e trabalho com metais em geral. Gwydion - O Grande Druida dos galeses. Feiticeiro e bardo do Norte de Gales, seu símbolo era um cavalo branco. Rege a ilusão, as mudanças, a magia, o céu e as curas. Gwynn ap Nud - Rei das fadas e do submundo na tradição galesa.
Gwythyr - Oposto de Gwynn ap Nud, Gwythyr era o senhor do mundo superior, também no folclore galês.
Herne - O Caçador, era associado a Cernunnos, o Deus Cornudo, e acabou sendo, também, associado à floresta de Windsor.
Homem Verde (Green Man) - O Homem Verde tinha os mesmos atributos de Cernunnos, sendo igualmente uma divindade cornuda que habitava as florestas. Deus dos bosques, seu nome, em galês antigo, é Arddhu (O Escuro) ou Atho.
Llyr / Lear / Lir - No folclore galo-irlandês, Llyr era o deus do mar e da água, sendo considerado, ainda, senhor do mundo subterrâneo. Llyr era pai de Manawyddan, de Bran e de Branwen.
Lugh / Luga / Lamhfada / Llew / Lug / Lug Samildanach / Llew Llaw Gyffes / Lleu / Lugos - Na Irlanda e em Gales, Lugh era chamando O Brilhante. Deus do Sol e da guerra, era associado aos corvos, tendo por símbolo, em Gales, um veado branco. Sua festividade é Lughnasadh, outra festa da colheita. Era filho de Cian e de Ethniu. Tinha uma espada e uma funda mágica. Lugh era carpinteiro, pedreiro, ferreiro, harpista, poeta, druida, médico e ourives. Seu domínio incluía a magia, o comércio, a reencarnação, o relâmpago, a água, as artes e ofícios em geral, viagens, curas e profecias.
Macha - O Corvo. Rainha da Vida e da Morte no panteão irlandês. Um dos aspectos da Morrigu, era reverenciada também em Lughnasadh. Após uma batalha, os irlandeses cortavam as cabeças dos vencidos e ofereciam a Macha, sendo este costume chamado de A Colheita de Macha. Deusa protetora da guerra, e da paz, Macha regia também a astúcia, a força física, a sexualidade, a fertilidade e o domínio sobre os machos.
Manannan mac Lir / Manawyddan ap Llyr / Manawydden - Filho do deus do mar, Llyr, era homenageado como uma das principais divindades do mar pelos irlandeses. Reverenciado ainda como protetor dos navegadores, deus das tempestades, da fertilidade, da navegação, dos mercadores e do comércio. Tinha uma armadura mágica que se dizia ser impenetrável.
Math Mathonwy - Deus da feitiçaria, da magia e do encantamento no folclore galês.
Merlin / Merddin / Myrddin - Figura já conhecida do círculo da mitologia arturiana, este era o Grande Feiticeiro, o Druida Supremo dos galeses. Dizia-se que aprendeu sua magia (que não era pouca) com a própria Deusa, sob os nomes de Morgana, Viviane, Nimue ou Rainha Mab. A tradição diz que Merlin dorme numa caverna de cristal depois de enganado por um encantamento de Nimue. Merlin era o senhor da ilusão, da profecia, da adivinhação, das previsões, dos artesãos e ferreiros. Diz-se ainda que tinha grande habilidade de mudar de forma.
Morrigu / Morrigan / Morrighan / Morgan - A Morrigu era tida como a Grande Rainha, Senhora Suprema da Guerra, Rainha dos Fantasmas e Rainha Espectro, pois possuía uma forma mutável. Reinava sobre os campos de batalha, ajudando com sua magia. Representa o aspecto idoso da Deusa Tríplice, sendo associada aos corvos e gralhas. Patrona das sacerdotisas e feiticeiras.
Nechtan -Deus da água cujo poço sagrado era uma fonte de sabedoria.
Nuada / Nuda / Nodons / Nodens / Lud / Llud Llaw Ereint - No folclore galo-irlandês, era reverenciado como o senhor dos deuses, como Júpiter. Possuía uma espada invencível, guardada pelos Tuatha de Dannan. Nuada era o deus da cura, da água, dos oceanos, da pesca, da navegação, dos carpinteiros, ferreiros, harpistas, poetas e narradores de histórias.
Oenghus- O belo deus da juventude e do amor, seus beijos se tornavam pássaros.
Ogma / Oghma / Ogmios / Grianainech / Cermait - Herói semelhante a Hércules, Ogma tinha uma enorme maça com a qual defendia seu povo, os Tuatha de Dannan, sendo eleito seu campeão. A tradição diz que foi ele quem inventou o alfabeto ogham, utilizado pelos antigos druidas, baseado em árvores consideradas mágicas. Ogma rege a eloquência, os poetas, escritores, a inspiração, a força física, a linguagem, a literatura, as artes, a música e a reencarnação.
Ossian - Era filho de Finn. É, certamente, a mais importante personagem do ciclo feniano ou de Ossian. Quando foi da derrota de Gabhra, escapou graças à deusa-fada Niamh, que conduziu sua barca de vidro para Tir na n-Og, o paraíso céltico. Passou lá 300 anos de juventude, enquanto o tempo e os reinos (e os reis) passavam na terra. No fim desse tempo quis retornar à face da terra. Niamh lhe confia a montaria mágica que ela mesma usava, recomendando-lhe que não pusesse o pé em terra. Ossian, entretanto, cai da montaria e bate no solo terrestre e quando ergue-se, custosamente, era um velho fraco e cego.
Rhiannon - Grande rainha dos galeses, Rhiannon era a protetora dos cavalos e das aves. Rege os encantamentos, a fertilidade e o submundo. Aparece sempre montando um veloz cavalo branco.
Scathach / Scota / Scatha / Scath - Seu nome traduzia-se como A Sombra, Aquela que combate o medo. Deusa do submundo, Scath era a deusa da escuridão, aspecto destruidor da Senhora. Mulher guerreira e profetisa que viveu em Albion, na Escócia, e que ensinava artes marciais para os guerreiros que tinham coragem suficiente para treinar com ela, pois era tida como dura e impiedosa. Não foi à toa que o adestramento do herói Cu Chulainn foi levado a cabo por ela mesma, considerada a maior guerreira de toda a Irlanda. Scath era ainda a patrona dos ferreiros, das curas, magia, profecia e artes marciais.
Taliesin - Taliesin o Bardo, foi o druida chefe da corte de Arthur, um dos maiores reis da Inglaterra. Dominava a arte da escrita, a poesia, a sabedoria, a magia e a música. Taliesin é tido como patrono dos druidas, bardos e menestréis.
Tuatha De Danaan- Raça irlandesa de deuses, descendentes de Danu. São mestres da magia e vivem em um mundo subterrâneo, aonde são invisíveis.
Tricéfalo - É uma personagem com três cabeças ou com três rostos. Em uma estela encontrada em La Malmaison o Tricéfalo domina o par divino formado por Mercúrio e Rosmerta. Era apenas uma representação do deus que os romanos identificaram ao seu Mercúrio. A multiplicação das cabeças seria a forma prática de multiplicar o poder da divindade.
Postado por Alessandro Basso
quinta-feira, 19 de abril de 2007
Os Nove Mundos da Mitologia Germânica
Na mitologia germânica temos os chamados Nove Mundos, que no entanto, talvez deveriam ter outra designação, pois diferentemente da mitologia grega, onde existe uma clara divisão em níveis do espaço, de cima para baixo, em Éter, Ar, Terra, Hades e Tártaro. Na mitologia germânica vários desses “mundos” se encontram inseridos, muitas vezes, num mesmo nível, separados apenas pelo oceano ou por um grande rio, apesar de alguns estarem em níveis acima ou abaixo de outros, talvez por isso uma designação melhor seria o de País, ou land (terra). De qualquer forma, em nenhuma parte das Eddas e sagas, se fala precisamente quais seriam estes "Noves Mundos" que compõe a geografia mitológica germânica.
Entretanto em vários livros contemporâneos, principalmente aqueles dedicados a religiosidade germânica moderna (Ásatrú), encontramos dissiminada, inclusive em vários sites da web, os "Nove Mundos" como sendo: o primeiro Ásgarðr (Asgard); o segundo Miðgarðr (Midgard); o terceiro Jötunheimr; o quarto Vanaheimr; o quinto Álflheimr; o sexto Muspellheimr; o sétimo Svartalfaheimr; o oitavo Hel; e o nono Niflheimr. Porém, desta forma o mundo dos anões, chamado Nidavellir, ficaria de fora, e por outro lado Hel, que na verdade parece ser um palácio localizado em Niflheimr, seria considerado um desses mundos.
O certo é que todos esses mundos, segundo a mitologia, são sustentados por uma gigantesca árvore, o grande freixo Yggdrasill, do qual três raízes vão até Ásgarðr, Jötunheimr e Niflheimr. O freixo é alimentado por três fontes das quais emanam todos os rios. As três Nornor (Nornas) são as encarregadas de cuidar do freixo, o qual se manterá vivo após o Ragnarök.
ÁSGARÐR (ASGARD)
O mundo dos deuses
Ásgarðr (Asgard) é o "País dos Æsir", principal dos Nove Mundos. É o Olimpo dos germânicos, a morada dos deuses, onde os deuses Æsir possuem morada. Está a um nível acima de Miðgarðr (Midgard), e com este se conecta através da ponte chamada Bifröst, o arco-íris, vigiada por Heimdallr. Dentro dele, existem vários palácios sendo que cada deus possui um, exceto Óðinn (Odin) que possui três: Glaðsheimr (Gladsheim), onde está a sala de conselho dos deuses, Valaskjalf onde está seu trono e, o mais famoso, para onde vão todos os guerreiros que são mortos em batalha, o suntuoso Valhöll (Valhalla).
No centro de Ásgarðr há um grande fogo onde todos os deuses se reúnem para planejar o futuro dos Nove Mundos. Este fogo fica acesso junto ao pé de Yggdrasill, dentro do palácio Glaðsheimr, onde a volta do tronco da árvore colossal se dá as assembléias dos Æsir.
MIÐGARÐR (MIDGARD)
O mundo dos homens
Miðgarðr (Midgard) é o “O País do Meio” ou "Terra-Média", a Terra propriamente dita, lar dos humanos mortais. O Mannaheimr, como também é conhecido, é o reino dos homens e espécies viventes, rodeado por um grande oceano, os deuses o deram a Askr e a Embla, o primeiro casal humano, para que o habitassem. No oceano que cerca Miðgarðr está a serpente Jörmungandr, conhecida como a Serpente de Miðgarðr.
JÖTUNHEIMR
O mundo dos gigantes
Jötunheimr é "O País dos Gigantes", particularmente daqueles chamados Jötin, cujo "capital" é Útgarðr (Utgard), onde reina soberado o gigante Utgarðrloki (Utgardrloki). As outras categorias de gigantes, como os Gigantes de Fogo e os Gigantes de Gelo, vivem em outros dos Nove Mundos. Jötunheimr situa-se mais além do grande oceano que rodeia Miðgarðr (Midgard), se elevando ao norte, e está a leste da terra dos Æsir, Ásgarðr (Asgard), separado apenas pelo rio Iving que jamais congela. Þórr (Thor) costuma ir até este mundo, atrás dos gigantes, seus eternos inimigos.
VANAHEIMR
O lar dos deuses Vanir
Vanaheimr é o "País dos Vanir". Por concepção este mundo se situa nas alturas, junto a Ásgarðr (Asgard) e sobre o mundo dos homens Miðgarðr (Midgard). É o reino dos deuses Vanir, essa outra família de deuses que entraram em combate com os deuses Æsir no princípio dos tempos, como narrado nas Eddas. Quase nada se sabe deste mundo, pois na Era Viking os deuses Vanir estavam perdendo terreno para os deuses Æsir, exceto por aqueles que não puderam ser substituídos, como Freyr e Freyja, deuses do amor e da fertilidade.
ÁLFLHEIMR
O mundo dos elfos da luz
Álflheim é o "Mundo dos Ljósálfar", ou seja, os Elfos da Luz (ou Elfos Brancos), os Svartálfar (Elfos da Noite) vivem em Svatalheimr, que é outro entre os Nove Mundos. Álflheimr, por concepção fica localizado dentro do círculo de Ásgarðr (Asgard), e é governado pelo deus Vanir Freyr, que guarda ali seu grande navio Skiblaðnir (Skibladnir).
MUSPELHEIMR
O mundo de fogo
Muspellheimr é o "País do Fogo”, é um mundo quente, chamejante, brilhante na região situado logo abaixo do disco de Miðgarðr (Midgard). Foi a união do mundo de Muspellheimr com o mundo de Niflheimr, que surgiram o mar, a terra e a água doce. É habitado pelos Gigantes de Fogo, e Surt, o eterno companheiro do fogo, como é mencionado na Edda Poética, é o mais poderoso e líder deles, e se diz que será quem combaterá aos sobreviventes do Ragnarök.
SVATALFAHEIMR
O lar dos elfos da noite
Svatalfaheimr é o "País dos Svartálfar", ou seja, os Elfos da Noite, a outra categoria de elfos conhecidas como Elfos da Luz (Ljósálfar) vivem em Álflheimr. Svatalfaheimr fica situado logo abaixo de Muspellheimr precedendo ao reino de Hel, Niflheimr. Os svartárfar são por vezes confundindos com os anões, mas enquanto os primeiros vivem em Svatalfaheimr, os anões vivem em outro mundo, chamado Nidavellir, que deve ser um dos Nove Mundos.
HEL
O palácio dos mortos
Hel é o palácio da deusa de mesmo nome, a filha de Loki e da giganta Angrboða (Angrboda). Guardado na entrada por um monstro, o cão do submundo Garm. Também chamado de Helheimr (“morada de Hel”), é por muitas vezes considerado como sendo um dos Nove Mundos, mas na verdade parece ser mais um palácio, situado em Niflheimr, assim como o Valhöll (Valhalla) é um palácio localizado em Ásgarðr (Asgard).
Niflheimr é o mundo dos mortos, por isso enquanto aqueles que tombam em batalha são enviados ao Valhöll e gozam da companhia dos deuses, os que caíram por qualquer outro motivo (enfermidade, velhice, assassínio, etc) são enviados à Hel, motivo de desonra maior para o guerreiro Viking. Porém, Hel não possui, propriamente, as características do inferno judaico-cristão, onde o morto padece sofrimento. Mas devido a influencia do Cristianismo, existe uma divergência entre nas descrições desta morada nas obras literárias.
Segundo a Edda em Prosa, esta morada seria de grande proporção, muito alta, e de grandes portões; seu salão se chama Éljúðnir (“gelado”); o prato da deusa Hel, Hungr ("fome"); sua faca, Sultr ("faminta"); Ganglat ("preguiça") é seu servo; e sua serva Ganglöt ("desarrumada"); Fallanda ("poço sem fundo") é o guarda da porta pela qual se entra; Kör ("doença") é sua cama; e Bilkjanda ("miséria sombria") é a cobertura de sua cama. No qual poderiam ir aqueles que morressem de doença ou velhice, mas também os homens maus, o que torna o lugar parecido com o Inferno, por isso a palavra em inglês hell.
Na Edda Poética, numa das Baladas Divinas, o Vafþrúðnismál (“A Balada de Vafþrúðnir”), é citado que Hel, seria o segundo plano no qual as pessoas que morrem em Niflheimr iriam (daí a obscura interpretação de que Hel seja um “mundo” abaixo de Niflheimr). Neste local, bancos cobertos com anéis e estofados recobertos de ouro, esperavam por Baldr, assim como hidromel que lhe seria servido depois de sua morte, em um grande caldeirão, que é tapado por um escudo.
NIFLHEIMR
O mundo dos mortos
Niflheimr é o "País dos Mortos", também o "País do Gelo e das Trevas". É o mais baixo, e inferior dos Nove Mundos, e aí, em companhia dos mortos, só podem viver os Gigantes de Gelo e os Dokkálfar (Elfos Escuros). A rainha dessa sombria região é a deusa Hel, filha de Loki, que habita em seu palácio, também chamado Hel, ou Helheimr ("morada de Hel"). É separado de Muspellheimr pelo abismo primordial Ginnungagap. Uma das raízes do freixo Yggdrasill, se entente até lá, afim de atingir a fonte Hvergelmir onde habita o dragão Níðhöggr (Nidhogg).
NIDAVELLIR
O mundo dos anões
Nidavellir é o "País dos Anões", por concepção é situado dentro do círculo de Miðgarðr (Midgard). E pode ser considerado um dos Nove Mundos feitos pelos deuses. Os Sváltalfar (Elfos da Noite), que são muitas vezes confundidos com os anões, possuem seu próprio mundo, chamado Svatalfaheimr.
Postado por Alessandro Basso
Entretanto em vários livros contemporâneos, principalmente aqueles dedicados a religiosidade germânica moderna (Ásatrú), encontramos dissiminada, inclusive em vários sites da web, os "Nove Mundos" como sendo: o primeiro Ásgarðr (Asgard); o segundo Miðgarðr (Midgard); o terceiro Jötunheimr; o quarto Vanaheimr; o quinto Álflheimr; o sexto Muspellheimr; o sétimo Svartalfaheimr; o oitavo Hel; e o nono Niflheimr. Porém, desta forma o mundo dos anões, chamado Nidavellir, ficaria de fora, e por outro lado Hel, que na verdade parece ser um palácio localizado em Niflheimr, seria considerado um desses mundos.
O certo é que todos esses mundos, segundo a mitologia, são sustentados por uma gigantesca árvore, o grande freixo Yggdrasill, do qual três raízes vão até Ásgarðr, Jötunheimr e Niflheimr. O freixo é alimentado por três fontes das quais emanam todos os rios. As três Nornor (Nornas) são as encarregadas de cuidar do freixo, o qual se manterá vivo após o Ragnarök.
ÁSGARÐR (ASGARD)
O mundo dos deuses
Ásgarðr (Asgard) é o "País dos Æsir", principal dos Nove Mundos. É o Olimpo dos germânicos, a morada dos deuses, onde os deuses Æsir possuem morada. Está a um nível acima de Miðgarðr (Midgard), e com este se conecta através da ponte chamada Bifröst, o arco-íris, vigiada por Heimdallr. Dentro dele, existem vários palácios sendo que cada deus possui um, exceto Óðinn (Odin) que possui três: Glaðsheimr (Gladsheim), onde está a sala de conselho dos deuses, Valaskjalf onde está seu trono e, o mais famoso, para onde vão todos os guerreiros que são mortos em batalha, o suntuoso Valhöll (Valhalla).
No centro de Ásgarðr há um grande fogo onde todos os deuses se reúnem para planejar o futuro dos Nove Mundos. Este fogo fica acesso junto ao pé de Yggdrasill, dentro do palácio Glaðsheimr, onde a volta do tronco da árvore colossal se dá as assembléias dos Æsir.
MIÐGARÐR (MIDGARD)
O mundo dos homens
Miðgarðr (Midgard) é o “O País do Meio” ou "Terra-Média", a Terra propriamente dita, lar dos humanos mortais. O Mannaheimr, como também é conhecido, é o reino dos homens e espécies viventes, rodeado por um grande oceano, os deuses o deram a Askr e a Embla, o primeiro casal humano, para que o habitassem. No oceano que cerca Miðgarðr está a serpente Jörmungandr, conhecida como a Serpente de Miðgarðr.
JÖTUNHEIMR
O mundo dos gigantes
Jötunheimr é "O País dos Gigantes", particularmente daqueles chamados Jötin, cujo "capital" é Útgarðr (Utgard), onde reina soberado o gigante Utgarðrloki (Utgardrloki). As outras categorias de gigantes, como os Gigantes de Fogo e os Gigantes de Gelo, vivem em outros dos Nove Mundos. Jötunheimr situa-se mais além do grande oceano que rodeia Miðgarðr (Midgard), se elevando ao norte, e está a leste da terra dos Æsir, Ásgarðr (Asgard), separado apenas pelo rio Iving que jamais congela. Þórr (Thor) costuma ir até este mundo, atrás dos gigantes, seus eternos inimigos.
VANAHEIMR
O lar dos deuses Vanir
Vanaheimr é o "País dos Vanir". Por concepção este mundo se situa nas alturas, junto a Ásgarðr (Asgard) e sobre o mundo dos homens Miðgarðr (Midgard). É o reino dos deuses Vanir, essa outra família de deuses que entraram em combate com os deuses Æsir no princípio dos tempos, como narrado nas Eddas. Quase nada se sabe deste mundo, pois na Era Viking os deuses Vanir estavam perdendo terreno para os deuses Æsir, exceto por aqueles que não puderam ser substituídos, como Freyr e Freyja, deuses do amor e da fertilidade.
ÁLFLHEIMR
O mundo dos elfos da luz
Álflheim é o "Mundo dos Ljósálfar", ou seja, os Elfos da Luz (ou Elfos Brancos), os Svartálfar (Elfos da Noite) vivem em Svatalheimr, que é outro entre os Nove Mundos. Álflheimr, por concepção fica localizado dentro do círculo de Ásgarðr (Asgard), e é governado pelo deus Vanir Freyr, que guarda ali seu grande navio Skiblaðnir (Skibladnir).
MUSPELHEIMR
O mundo de fogo
Muspellheimr é o "País do Fogo”, é um mundo quente, chamejante, brilhante na região situado logo abaixo do disco de Miðgarðr (Midgard). Foi a união do mundo de Muspellheimr com o mundo de Niflheimr, que surgiram o mar, a terra e a água doce. É habitado pelos Gigantes de Fogo, e Surt, o eterno companheiro do fogo, como é mencionado na Edda Poética, é o mais poderoso e líder deles, e se diz que será quem combaterá aos sobreviventes do Ragnarök.
SVATALFAHEIMR
O lar dos elfos da noite
Svatalfaheimr é o "País dos Svartálfar", ou seja, os Elfos da Noite, a outra categoria de elfos conhecidas como Elfos da Luz (Ljósálfar) vivem em Álflheimr. Svatalfaheimr fica situado logo abaixo de Muspellheimr precedendo ao reino de Hel, Niflheimr. Os svartárfar são por vezes confundindos com os anões, mas enquanto os primeiros vivem em Svatalfaheimr, os anões vivem em outro mundo, chamado Nidavellir, que deve ser um dos Nove Mundos.
HEL
O palácio dos mortos
Hel é o palácio da deusa de mesmo nome, a filha de Loki e da giganta Angrboða (Angrboda). Guardado na entrada por um monstro, o cão do submundo Garm. Também chamado de Helheimr (“morada de Hel”), é por muitas vezes considerado como sendo um dos Nove Mundos, mas na verdade parece ser mais um palácio, situado em Niflheimr, assim como o Valhöll (Valhalla) é um palácio localizado em Ásgarðr (Asgard).
Niflheimr é o mundo dos mortos, por isso enquanto aqueles que tombam em batalha são enviados ao Valhöll e gozam da companhia dos deuses, os que caíram por qualquer outro motivo (enfermidade, velhice, assassínio, etc) são enviados à Hel, motivo de desonra maior para o guerreiro Viking. Porém, Hel não possui, propriamente, as características do inferno judaico-cristão, onde o morto padece sofrimento. Mas devido a influencia do Cristianismo, existe uma divergência entre nas descrições desta morada nas obras literárias.
Segundo a Edda em Prosa, esta morada seria de grande proporção, muito alta, e de grandes portões; seu salão se chama Éljúðnir (“gelado”); o prato da deusa Hel, Hungr ("fome"); sua faca, Sultr ("faminta"); Ganglat ("preguiça") é seu servo; e sua serva Ganglöt ("desarrumada"); Fallanda ("poço sem fundo") é o guarda da porta pela qual se entra; Kör ("doença") é sua cama; e Bilkjanda ("miséria sombria") é a cobertura de sua cama. No qual poderiam ir aqueles que morressem de doença ou velhice, mas também os homens maus, o que torna o lugar parecido com o Inferno, por isso a palavra em inglês hell.
Na Edda Poética, numa das Baladas Divinas, o Vafþrúðnismál (“A Balada de Vafþrúðnir”), é citado que Hel, seria o segundo plano no qual as pessoas que morrem em Niflheimr iriam (daí a obscura interpretação de que Hel seja um “mundo” abaixo de Niflheimr). Neste local, bancos cobertos com anéis e estofados recobertos de ouro, esperavam por Baldr, assim como hidromel que lhe seria servido depois de sua morte, em um grande caldeirão, que é tapado por um escudo.
NIFLHEIMR
O mundo dos mortos
Niflheimr é o "País dos Mortos", também o "País do Gelo e das Trevas". É o mais baixo, e inferior dos Nove Mundos, e aí, em companhia dos mortos, só podem viver os Gigantes de Gelo e os Dokkálfar (Elfos Escuros). A rainha dessa sombria região é a deusa Hel, filha de Loki, que habita em seu palácio, também chamado Hel, ou Helheimr ("morada de Hel"). É separado de Muspellheimr pelo abismo primordial Ginnungagap. Uma das raízes do freixo Yggdrasill, se entente até lá, afim de atingir a fonte Hvergelmir onde habita o dragão Níðhöggr (Nidhogg).
NIDAVELLIR
O mundo dos anões
Nidavellir é o "País dos Anões", por concepção é situado dentro do círculo de Miðgarðr (Midgard). E pode ser considerado um dos Nove Mundos feitos pelos deuses. Os Sváltalfar (Elfos da Noite), que são muitas vezes confundidos com os anões, possuem seu próprio mundo, chamado Svatalfaheimr.
Postado por Alessandro Basso
Vikings e Povos Germânicos
Os Vikings
A partir do século VIII, se estendendo até os séculos XI e XII, a Europa viu o surgimento e domínio de um povo vindo do Norte, os Vikings. Os primeiros relatos que existem desses homens são através dos povos cristãos da Europa, os Vikings eram então vistos como flagelos resultantes de presságios de dragões e outros sinais, como relatado no Anglo-Saxon Chronicle (Crônica Anglo-Saxônica). A palavra Viking, genericamente dado aos povos escandinavos, os nórdicos, e que na verdade era como esses povos chamavam seus guerreiros marítimos, mas essa denominação vulgarizou, e mesmo entre os acadêmicos é usada para designar este povo de uma forma geral.
Sobre os Vikings, é necessário esclarecer que não se tratavam somente de meros piratas bárbaros e impiedosos, como o leitor pode, a princípio, visualizá-los. E eles nunca usaram capacetes com chifres, pelo menos para guerrear, como é visto nas artes figurativas contemporâneas, talvez os Goðs ("chefes") ou sacerdotes usassem em rituais religiosos tais ornamentos, mas nem isso foi comprovado pela arqueologia. É óbvio que a pirataria foi parte integrante de suas ações nos mares europeus por três séculos, mas suas qualidades comerciais, seu ímpeto colonizador e o legado deixado por eles, não devem ser de modo algum posto em segundo plano.
As proezas dos Vikings eram de grandiosa escala. Eles abrangeram toda a Europa. No leste estes homens do Norte desceram os grande rios da Rússia em direção ao Cáspio e ao mar Negro. No oeste, navegaram ao longo das costas atlânticas, passaram pela Espanha árabe através do estreito de Gibraltar, e foram tão longe de modo a alcançar o Mediterrâneo. Isso não foi tudo; atravessaram o selvagem e desconhecido Atlântico até alcançarem Feroé, Islândia, Groenlândia e também a América. A direção de cada uma das áreas de terras escandinavas correspondentes, ou melhor, determina a esfera de influência que seus Vikings dominavam (vide rotas no mapa: em branco os noruegueses, em vermelho os suecos e em amarelo os dinamarqueses).
É preciso examinar os séculos de história precedentes à era Viking. As terras do último Império Romano, ou România, como era chamado no século IV, formavam uma unidade que cercava o Mediterrâneo não dividia países, mas os unia, e formavam a rota ao “longo da qual navegavam a religião, a filosofia e o comércio”. Os cultos do antigo Egito e do Oriente estenderam-se sobre ele, a adoração dos Mitos, do cristianismo, e, mais tarde, do monasticismo.
Os Germanos
Dirigindo nossos olhos para os povos que viviam nas fronteiras do Império Romano, as tribos germânicas não escandinavas, e que por isso sabe-se um pouco mais de seu passado distante, diferentemente dos povos nórdicos, com os quais os romanos não tiveram contato.
As primeiras fontes de informação relevantes sobre os antigos povos germânicos podem ser encontradas em dois textos romanos principais: Bellum Germanicum (As Guerras Germânicas) atribuído a Julius Cæsar (100 – 44 a.C.) e Germania (A Germânia) do historiador Tacitus (55 – 120 d.C.). esses textos nos legaram valiosas informações concernentes ao modo de vida, às artes, à guerra e, inclusive, aos valores religiosos daqueles que habitavam desde o extremo norte da Europa continental (exceto a Escandinávia) até os limites setentrionais do Império Romano, à margem sul do Danúbio.
A considerável falta de contato com outras culturas manteve incólumes as características religiosas desses povos por séculos, as quais, somente no século V, quando da migração bárbara e da queda de Roma, tornaram-se razoavelmente conhecidas no resto do continente. Nessa época, a cultura do sul da Europa era insuperável e a fragilidade dos valores germânicos impediu que estes lá se introduzissem; ocorreu, entretanto, uma absorção dos valores greco-romanos por parte dos invasores bárbaros.
Anteriormente, por volta do século II, surgiram os primeiros vestígios da criação de um alfabeto germânico próprio, conhecido como alfabeto rúnico fuþark. Acreditava-se que as inscrições rúnicas possuíam como objetivo transmitir informações básicas, como epitáfios ou títulos de propriedade, e não narrativas históricas de maior complexidade ou valor literário. Mas a maioria das recentes pesquisas runológicas apontam várias runestones portando desde poemas skáldicos, trechos mitológicos, sagas heróicas, e até eventos históricos.
Mas de qualquer forma, a antiga religião politeísta dos germanos teve que difundir-se oralmente, atingindo em certa medida o norte distante desenvolvendo-se paralelamente de modo particular, por isso não é raro observarmos um deus nórdico ser cultuado em uma determinada região e entre os germanos, ser-lhe atribuída uma importância secundária (como por exemplo o caso dos deuses Loki e Njörðr (Niord), muito conhecidos na Escandinávia, mas não entre as outras tribos germânicas).
Os Indo-Europeus
Os escandinavos fazem parte de um vasto conjunto de povos designados com o nome convencional de indo-europeus. Estes, ao que parece, se localizavam, desde o quarto milênio (a.C.), ao norte do Mar Negro, entre os Cárpatos e o Cáucaso, sem jamais, todavia, terem formado uma unidade sólida, uma raça, um império organizado e nem mesmo uma civilização material comum. Talvez tenha existido, isto sim, uma certa unidade lingüística e uma unidade religiosa. Pois bem, essa frágil unidade, mal alicerçada num “aglomerado de povos”, rompeu-se, lá pelo terceiro milênio (a.C.), iniciou-se, então, uma série de migrações, que fragmentou os indo-europeus em vários grupos lingüísticos, tomando uns a direção da Ásia (armênio, indo-iraniano, tocariano, hitita), permanecendo os demais na Europa (balto, eslavo, albanês, celta, itálico, grego, germânico).
A partir dessa dispersão, cada grupo evoluiu independentemente e, como se tratavam de povos nômades, os movimentos migratórios se fizeram no tempo e no espaço, durante séculos e até milênios, não só em relação aos diversos “grupos” entre si, mas também dentro de um mesmo “grupo”. Assim, se as primeiras migrações indo-européias (indo-iranianos, hititas, itálicos, gregos) estão séculos distantes das últimas (baltos, eslavos, germânicos...), dentro de um mesmo grupo as migrações se fizeram por etapas. Desse modo o grupo itálico, quando atingiu a atual Itália, já estava fragmentado, “dialetado”, em latinos, oscos e umbros, distantes séculos uns dos outros, em relação a chegada em seu habitat comum.
Assim os ancestrais dos Vikings fazem parte do grupo dos germânicos, que estão entre os últimos a chegarem em seus habitats no centro da Europa, atingindo o atual território da Alemanha em c.1000 a.C., depois que ali já estivera os celtas, outro grupo de indo-europeus que no entanto estão entre os primeiros a migrarem para estas regiões. Dessa região alguns migraram para o Norte, estes são os escandinavos, um sub-grupo dos germânicos.
Os Megalíticos
Existem evidencias do Homo-Sapiens (Neanderthal) no continente europeu através de escavações feitas principalmente na França, Alemanha e Espanha datadas do período Paleolítico (1.000.000 -175.000 anos antes do presente) onde foram encontrados alguns fósseis. Há 35.000 anos antes do presente, outro grupo mais evoluído de Homo-Sapiens, os chamados homens de Cro-Magnon, chegam à Europa, vindos do Oriente Médio, e suplantaram os homens de Neanderthal. Os Cro-Magnon eram autênticos homens modernos de aparência idêntica aos europeus de hoje.
Depois do quarto período glacial no Mesolítico (10.000 - 8.000 a.C.), começa a sedentarização do homem pré-histórico, que é concluída no Neolítico (8.000 - 5.000 a.C.), os primeiros aglomerados humanos com mais de 5.000 habitantes surgem neste período na parte meridional da Europa, nas margens do Mar Mediterrâneo, são estas, talvez, os embriões das primeiras cidades.
Aqueles que habitaram a porção central e norte do continente europeu, e que são acentrais dos povos germânicos, entre outros, deixaram suas marcas através de seus "túmulos", os megalíticos, monumentos de pedra encontrados em grande número nessas regiões de forma mais ou menos proporcional geograficamente. O famoso monumento Stonehenge localizado na Inglaterra, e por muito tempo atribuída aos celtas, e supostamente usado nos rituais dos druidas, na verdade é um monumento megalítico, ou seja, suas origens são muito mais remotas que as migrações dos indo-europeus.
Essa pedras pesavam mais de três toneladas, fato que requeria o trabalho de muitos homens e o conhecimento da alavanca. Os megalíticos podem ser classificados de: dólmens, galerias cobertas que possibilitavam o acesso a uma tumba; menires, que são grandes pedras cravadas no chão de forma vertical; e os cromlech, que são menires e dólmens organizados em círculo, sendo o mais famoso o já mencionado Stonehenge, na Inglaterra. Também encontramos importantes monumentos megalíticos na Ilha de Malta e Carnac na Bretanha (França).
Fonte: http://valholl.hostmach.com.br/vikings_historia.htm
Postado por Alessandro Basso
A partir do século VIII, se estendendo até os séculos XI e XII, a Europa viu o surgimento e domínio de um povo vindo do Norte, os Vikings. Os primeiros relatos que existem desses homens são através dos povos cristãos da Europa, os Vikings eram então vistos como flagelos resultantes de presságios de dragões e outros sinais, como relatado no Anglo-Saxon Chronicle (Crônica Anglo-Saxônica). A palavra Viking, genericamente dado aos povos escandinavos, os nórdicos, e que na verdade era como esses povos chamavam seus guerreiros marítimos, mas essa denominação vulgarizou, e mesmo entre os acadêmicos é usada para designar este povo de uma forma geral.
Sobre os Vikings, é necessário esclarecer que não se tratavam somente de meros piratas bárbaros e impiedosos, como o leitor pode, a princípio, visualizá-los. E eles nunca usaram capacetes com chifres, pelo menos para guerrear, como é visto nas artes figurativas contemporâneas, talvez os Goðs ("chefes") ou sacerdotes usassem em rituais religiosos tais ornamentos, mas nem isso foi comprovado pela arqueologia. É óbvio que a pirataria foi parte integrante de suas ações nos mares europeus por três séculos, mas suas qualidades comerciais, seu ímpeto colonizador e o legado deixado por eles, não devem ser de modo algum posto em segundo plano.
As proezas dos Vikings eram de grandiosa escala. Eles abrangeram toda a Europa. No leste estes homens do Norte desceram os grande rios da Rússia em direção ao Cáspio e ao mar Negro. No oeste, navegaram ao longo das costas atlânticas, passaram pela Espanha árabe através do estreito de Gibraltar, e foram tão longe de modo a alcançar o Mediterrâneo. Isso não foi tudo; atravessaram o selvagem e desconhecido Atlântico até alcançarem Feroé, Islândia, Groenlândia e também a América. A direção de cada uma das áreas de terras escandinavas correspondentes, ou melhor, determina a esfera de influência que seus Vikings dominavam (vide rotas no mapa: em branco os noruegueses, em vermelho os suecos e em amarelo os dinamarqueses).
É preciso examinar os séculos de história precedentes à era Viking. As terras do último Império Romano, ou România, como era chamado no século IV, formavam uma unidade que cercava o Mediterrâneo não dividia países, mas os unia, e formavam a rota ao “longo da qual navegavam a religião, a filosofia e o comércio”. Os cultos do antigo Egito e do Oriente estenderam-se sobre ele, a adoração dos Mitos, do cristianismo, e, mais tarde, do monasticismo.
Os Germanos
Dirigindo nossos olhos para os povos que viviam nas fronteiras do Império Romano, as tribos germânicas não escandinavas, e que por isso sabe-se um pouco mais de seu passado distante, diferentemente dos povos nórdicos, com os quais os romanos não tiveram contato.
As primeiras fontes de informação relevantes sobre os antigos povos germânicos podem ser encontradas em dois textos romanos principais: Bellum Germanicum (As Guerras Germânicas) atribuído a Julius Cæsar (100 – 44 a.C.) e Germania (A Germânia) do historiador Tacitus (55 – 120 d.C.). esses textos nos legaram valiosas informações concernentes ao modo de vida, às artes, à guerra e, inclusive, aos valores religiosos daqueles que habitavam desde o extremo norte da Europa continental (exceto a Escandinávia) até os limites setentrionais do Império Romano, à margem sul do Danúbio.
A considerável falta de contato com outras culturas manteve incólumes as características religiosas desses povos por séculos, as quais, somente no século V, quando da migração bárbara e da queda de Roma, tornaram-se razoavelmente conhecidas no resto do continente. Nessa época, a cultura do sul da Europa era insuperável e a fragilidade dos valores germânicos impediu que estes lá se introduzissem; ocorreu, entretanto, uma absorção dos valores greco-romanos por parte dos invasores bárbaros.
Anteriormente, por volta do século II, surgiram os primeiros vestígios da criação de um alfabeto germânico próprio, conhecido como alfabeto rúnico fuþark. Acreditava-se que as inscrições rúnicas possuíam como objetivo transmitir informações básicas, como epitáfios ou títulos de propriedade, e não narrativas históricas de maior complexidade ou valor literário. Mas a maioria das recentes pesquisas runológicas apontam várias runestones portando desde poemas skáldicos, trechos mitológicos, sagas heróicas, e até eventos históricos.
Mas de qualquer forma, a antiga religião politeísta dos germanos teve que difundir-se oralmente, atingindo em certa medida o norte distante desenvolvendo-se paralelamente de modo particular, por isso não é raro observarmos um deus nórdico ser cultuado em uma determinada região e entre os germanos, ser-lhe atribuída uma importância secundária (como por exemplo o caso dos deuses Loki e Njörðr (Niord), muito conhecidos na Escandinávia, mas não entre as outras tribos germânicas).
Os Indo-Europeus
Os escandinavos fazem parte de um vasto conjunto de povos designados com o nome convencional de indo-europeus. Estes, ao que parece, se localizavam, desde o quarto milênio (a.C.), ao norte do Mar Negro, entre os Cárpatos e o Cáucaso, sem jamais, todavia, terem formado uma unidade sólida, uma raça, um império organizado e nem mesmo uma civilização material comum. Talvez tenha existido, isto sim, uma certa unidade lingüística e uma unidade religiosa. Pois bem, essa frágil unidade, mal alicerçada num “aglomerado de povos”, rompeu-se, lá pelo terceiro milênio (a.C.), iniciou-se, então, uma série de migrações, que fragmentou os indo-europeus em vários grupos lingüísticos, tomando uns a direção da Ásia (armênio, indo-iraniano, tocariano, hitita), permanecendo os demais na Europa (balto, eslavo, albanês, celta, itálico, grego, germânico).
A partir dessa dispersão, cada grupo evoluiu independentemente e, como se tratavam de povos nômades, os movimentos migratórios se fizeram no tempo e no espaço, durante séculos e até milênios, não só em relação aos diversos “grupos” entre si, mas também dentro de um mesmo “grupo”. Assim, se as primeiras migrações indo-européias (indo-iranianos, hititas, itálicos, gregos) estão séculos distantes das últimas (baltos, eslavos, germânicos...), dentro de um mesmo grupo as migrações se fizeram por etapas. Desse modo o grupo itálico, quando atingiu a atual Itália, já estava fragmentado, “dialetado”, em latinos, oscos e umbros, distantes séculos uns dos outros, em relação a chegada em seu habitat comum.
Assim os ancestrais dos Vikings fazem parte do grupo dos germânicos, que estão entre os últimos a chegarem em seus habitats no centro da Europa, atingindo o atual território da Alemanha em c.1000 a.C., depois que ali já estivera os celtas, outro grupo de indo-europeus que no entanto estão entre os primeiros a migrarem para estas regiões. Dessa região alguns migraram para o Norte, estes são os escandinavos, um sub-grupo dos germânicos.
Os Megalíticos
Existem evidencias do Homo-Sapiens (Neanderthal) no continente europeu através de escavações feitas principalmente na França, Alemanha e Espanha datadas do período Paleolítico (1.000.000 -175.000 anos antes do presente) onde foram encontrados alguns fósseis. Há 35.000 anos antes do presente, outro grupo mais evoluído de Homo-Sapiens, os chamados homens de Cro-Magnon, chegam à Europa, vindos do Oriente Médio, e suplantaram os homens de Neanderthal. Os Cro-Magnon eram autênticos homens modernos de aparência idêntica aos europeus de hoje.
Depois do quarto período glacial no Mesolítico (10.000 - 8.000 a.C.), começa a sedentarização do homem pré-histórico, que é concluída no Neolítico (8.000 - 5.000 a.C.), os primeiros aglomerados humanos com mais de 5.000 habitantes surgem neste período na parte meridional da Europa, nas margens do Mar Mediterrâneo, são estas, talvez, os embriões das primeiras cidades.
Aqueles que habitaram a porção central e norte do continente europeu, e que são acentrais dos povos germânicos, entre outros, deixaram suas marcas através de seus "túmulos", os megalíticos, monumentos de pedra encontrados em grande número nessas regiões de forma mais ou menos proporcional geograficamente. O famoso monumento Stonehenge localizado na Inglaterra, e por muito tempo atribuída aos celtas, e supostamente usado nos rituais dos druidas, na verdade é um monumento megalítico, ou seja, suas origens são muito mais remotas que as migrações dos indo-europeus.
Essa pedras pesavam mais de três toneladas, fato que requeria o trabalho de muitos homens e o conhecimento da alavanca. Os megalíticos podem ser classificados de: dólmens, galerias cobertas que possibilitavam o acesso a uma tumba; menires, que são grandes pedras cravadas no chão de forma vertical; e os cromlech, que são menires e dólmens organizados em círculo, sendo o mais famoso o já mencionado Stonehenge, na Inglaterra. Também encontramos importantes monumentos megalíticos na Ilha de Malta e Carnac na Bretanha (França).
Fonte: http://valholl.hostmach.com.br/vikings_historia.htm
Postado por Alessandro Basso
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